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Política

"Não há julgamento": Jerônimo descarta afastamento de secretário investigado pela PF no caso Banco Master

Secretário do Meio Ambiente da Bahia é enteado do senador Jaques Wagner e figura em investigação sobre repasses milionários

Redação ChicoSabeTudo
29 de junho, 2026 · 11:35 2 min de leitura
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, descartou nesta segunda-feira (29) qualquer afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, citado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa em Salvador, à margem de evento sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

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"De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta e provas. Eduardo é advogado, tá se defendendo, dele e da família, minha solidariedade, mas não há qualquer afastamento de nenhum secretário. Não há julgamento para que a gente possa definir ou determinar a saída de qualquer secretário", afirmou o governador.

Eduardo Sodré é enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA) e um dos alvos da operação deflagrada pela PF no dia 18 de junho. A ação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação mira suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligadas ao Banco Master. Segundo a PF, a BN Financeira — empresa da esposa de Eduardo Sodré, Bonnie Bonilha — teria recebido mais de R$ 11 milhões em pagamentos do Banco Master entre 2022 e 2025, além de um repasse de R$ 3,5 milhões da PKL One em outubro de 2025. Os investigadores também identificaram planilhas com registros de pagamentos atribuídos a "Dudu", apelido associado ao secretário, que somariam mais de R$ 2,34 milhões.

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Em mensagens citadas nos documentos da operação, Eduardo Sodré aparece cobrando pagamentos do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro e personagem central nas investigações. Em uma das mensagens, ele teria escrito: "Amanhã vence os boletos e são altos".

Jaques Wagner nega irregularidades e afirma que não é réu nem foi denunciado. A defesa de Augusto Lima também sustenta que ele atuou dentro da lei. A PF, no entanto, investiga se os repasses correspondem a serviços legítimos ou fazem parte de um esquema de aparência legal para pagamentos indevidos.

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