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Política

Macron critica EUA por desrespeitar normas e agir na Venezuela

Macron acusa EUA de desrespeitar normas e se afastar de aliados após operação na Venezuela. Presidente francês pede reforma da governança global.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
08 de janeiro, 2026 · 18:11 2 min de leitura
Foto: Durand Thibault / Présidence de la République
Foto: Durand Thibault / Présidence de la République

O presidente da França, Emmanuel Macron, usou seu tradicional discurso aos embaixadores franceses para lançar fortes críticas aos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (8), do Palácio do Eliseu, Macron disse que o governo americano está “desrespeitando as normas internacionais” e se afastando de seus aliados.

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A fala do líder francês vem logo depois de uma operação militar dos EUA na Venezuela, que, segundo o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, foi “ilegal” e vai contra a Carta das Nações Unidas. Embora a França tenha comemorado o fim da “ditadura de Maduro”, a ação americana gerou preocupação.

Um mundo de 'agressividade neocolonial'

Macron descreveu o cenário diplomático mundial como um momento de crescente “agressividade neocolonial”. Ele destacou que as instituições multilaterais, que servem para unir países em torno de objetivos comuns, estão funcionando cada vez pior. “Estamos evoluindo para um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo”, afirmou, reforçando sua rejeição ao “novo colonialismo, o novo imperialismo”.

O presidente francês expressou preocupação com a postura americana, que, embora seja uma potência consolidada, estaria se distanciando de seus parceiros e desconsiderando regras internacionais que até pouco tempo atrás defendia. “Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente”, disse ele.

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“Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente.”

Emmanuel Macron, Presidente da França

Para o futuro, Macron defendeu que a União Europeia precisa proteger seus próprios interesses. Ele falou sobre a importância de fortalecer a regulamentação europeia para o setor tecnológico, um ponto que já tem gerado atritos com os Estados Unidos, e acelerar acordos comerciais que beneficiem a Europa.

A França, que este ano preside o G7, também se comprometeu a trabalhar por uma “reforma da governança global”. Macron fez um chamado para que grandes países emergentes, como o Brasil, participem desse objetivo. Ele já havia defendido, inclusive, uma mudança no Conselho de Segurança da ONU para incluir essas novas potências, apoiando abertamente a entrada do Brasil como membro permanente do órgão.

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