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Maceió autua Governo de Alagoas por obra sem licença no Mercado de Jaraguá

Estado tem 10 dias para se apresentar ao IPLAM após autuação por descumprimento do Código de Urbanismo; silêncio pode levar a multas e ação judicial.

Redação ChicoSabeTudo
12 de junho, 2026 · 06:36 2 min de leitura
Obras de requalificação do Mercado de Jaraguá, na Avenida Comendador Leão, em Maceió (AL)
Obras de requalificação do Mercado de Jaraguá, na Avenida Comendador Leão, em Maceió (AL)

A Prefeitura de Maceió formalizou uma autuação contra o Governo do Estado de Alagoas por irregularidade em obra executada no bairro de Jaraguá, na capital alagoana. O ato foi publicado no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (12) e tem como alvo uma intervenção localizada na Avenida Comendador Leão — endereço do histórico Mercado de Jaraguá, que está em processo de requalificação pelo Estado.

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A notificação partiu do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (IPLAM). Segundo a portaria emitida pelo órgão, o Governo estadual incorreu na prática de "obra irregular", contrariando as diretrizes do Código de Urbanismo e Edificações do município — Lei Municipal nº 5.593/2007, artigo 637, inciso I.

A estrutura sob fiscalização está registrada na inscrição imobiliária de número 135.722, na Avenida Comendador Leão, bairro de Jaraguá. A partir da publicação no Diário Oficial, o Estado passa a ter um prazo de 10 dias corridos para comparecer ao instituto e adotar as providências administrativas necessárias.

A autuação tem histórico: a Notificação e Auto de Infração que fundamenta a cobrança atual havia sido expedida pelos fiscais municipais ainda em 6 de março deste ano — o mesmo dia em que parte da cobertura do Mercado de Jaraguá desabou durante as obras de requalificação. Segundo fontes oficiais da Prefeitura, a intervenção já era conduzida, naquele momento, sem alvará de construção.

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O desabamento ocorreu enquanto três trabalhadores estavam no local. Ninguém se feriu, mas o episódio gerou interdição de dez estabelecimentos comerciais vizinhos pela Defesa Civil de Maceió e provocou reação do Legislativo municipal. O vereador David do Emprego (União Brasil), engenheiro civil, classificou o ocorrido como "gravíssimo" e encaminhou ofícios ao Crea e ao Ministério do Trabalho pedindo apuração.

O Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), órgão do governo estadual responsável pela obra, chegou a afirmar que a queda do teto estava dentro do planejamento e que o cronograma seguia normal. Segundo informações divulgadas à época, o investimento do Estado na requalificação do mercado supera R$ 10 milhões, com o objetivo de transformar o espaço em polo gastronômico e cultural.

Agora, com a publicação formal da autuação, o impasse ganhou outro nível. O documento é assinado por Carolina Neves Rodrigues, diretora técnica de Fiscalização da Ocupação, Parcelamento e Uso do Solo do IPLAM. O texto adverte que, caso o Estado não apresente defesa técnica ou não regularize a situação no prazo, o caso poderá ser encaminhado para medidas judiciais pelo município — além da aplicação de multas e eventual embargo da obra.

Não é a primeira vez que o IPLAM aciona grandes agentes por obras irregulares em Maceió. Em março, a concessionária Equatorial Alagoas também foi autuada pelo instituto após fiscalização identificar intervenções em vias públicas sem autorização prévia. O padrão de fiscalização mais rigoroso do órgão municipal tem colocado tanto empresas quanto o próprio governo estadual na mira da legislação urbana da capital.

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