A investigação sobre o assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, ganhou um novo desdobramento. Segundo a Polícia Civil, a família da vítima foi alvo de uma tentativa de extorsão antes do crime ocorrido na cidade de Itororó, no sudoeste da Bahia. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27).
De acordo com as investigações, pessoas ligadas à advogada receberam mensagens exigindo pagamento em dinheiro pouco antes da execução. A Polícia Civil apura se a tentativa de extorsão tem relação direta com o homicídio, mas, até o momento, não confirmou o vínculo entre os fatos.
Cláudia Félix foi assassinada na madrugada de sábado (25), depois que homens armados invadiram a residência onde morava e efetuaram diversos disparos. Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, porém a advogada já estava sem sinais vitais quando o atendimento chegou ao local.
Logo após o crime, a Polícia Civil expediu as guias para perícia e remoção do corpo ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) e iniciou as diligências para identificar os autores, esclarecer a dinâmica do assassinato e descobrir a motivação. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
Cláudia Félix atuava na advocacia com foco em áreas como Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito da Família. Nas redes sociais, reunia milhares de seguidores e era bastante conhecida em Itororó e municípios da região.
Após o homicídio, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), em conjunto com a Subseção de Itapetinga, manifestou pesar pela morte da profissional e cobrou uma investigação rápida, rigorosa e transparente. A entidade informou que acompanha o caso por meio da Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas e solicitou prioridade à Secretaria da Segurança Pública da Bahia na elucidação do crime.
A Polícia Civil continua colhendo depoimentos, analisando imagens, reunindo provas e investigando a possível ligação entre a tentativa de extorsão e a execução da advogada. Até o momento, não há suspeitos presos, e a motivação do crime permanece sob investigação.







