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Política

Presídios federais: gasto com líderes de facções soma R$ 279 milhões

Custo por detento nas penitenciárias de segurança máxima bateu recorde em 2025, segundo a Senappen.

Redação ChicoSabeTudo
27 de julho, 2026 · 11:04 2 min de leitura
Presídios federais: gasto com líderes de facções soma R$ 279 milhões

O governo federal gastou R$ 279,3 milhões em 2025 para manter presos de alta periculosidade e líderes de facções criminosas nas cinco penitenciárias federais de segurança máxima do país. O valor é o maior da série histórica iniciada em 2020 e foi obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

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Segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o custo médio anual por detento no Sistema Penitenciário Federal chegou a R$ 46.462,44 em 2025. É o valor mais alto desde 2020, quando o gasto médio, considerando apenas o segundo semestre daquele ano, foi de R$ 25.256,83.

O valor por preso subiu ano a ano: R$ 31.294,71 em 2021, R$ 39.724,26 em 2022, R$ 43.783,41 em 2023 e R$ 41.861,52 em 2024, antes de chegar aos R$ 46.462,44 em 2025. Nos dois primeiros meses de 2026, o custo anualizado já estava em R$ 46.208,88.

As despesas totais do sistema também aumentaram no período. Os gastos passaram de R$ 191,9 milhões em 2021 para R$ 279,3 milhões em 2025, com R$ 225 milhões em 2022, R$ 256,2 milhões em 2023 e R$ 239,3 milhões em 2024. Só em janeiro e fevereiro de 2026, o valor somado já chegava a R$ 51,9 milhões.

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O Sistema Penitenciário Federal tem cinco unidades, em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO). De acordo com a Senappen, o sistema abriga atualmente 461 detentos com vínculo identificado a organizações criminosas, dos quais 159 exercem funções de liderança em âmbito regional ou nacional.

A pasta informou que todas as unidades adotam separação formal de presos por facção, com base em critérios da Lei de Execução Penal, e que essa segregação está entre os fatores que explicam a ausência de homicídios ou rebeliões motivadas por conflitos entre facções nas penitenciárias federais. Atualmente há integrantes de 37 organizações criminosas custodiados no sistema, entre elas Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Família do Norte (FDN), Guardiões do Estado (GDE), Bonde do Maluco, Sindicato do Crime, Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos.

Outras informações solicitadas, como o número de presos por facção ao longo dos anos, protocolos de inteligência e dados sobre conflitos entre organizações criminosas, não foram divulgadas. Segundo a Senappen, parte desse material tem caráter restrito por envolver atividades de inteligência penitenciária e segurança pública.

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