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Polícia

Justiça determina exame de sanidade mental de policial acusado de matar dois colegas em Delmiro Gouveia

Perícia vai avaliar possível surto psicótico de Gildate Góes no momento do duplo homicídio; processo fica suspenso e prisão preventiva é mantida

Redação ChicoSabeTudo
10 de setembro, 2026 · 10:04 2 min de leitura
Justiça determina exame de sanidade mental de policial acusado de matar dois colegas em Delmiro Gouveia

A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, acusado de matar dois colegas de profissão em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, seja submetido a um exame médico-legal para avaliar suas condições mentais na época do crime. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Delmiro Gouveia após pedido da defesa para instauração de incidente de insanidade mental.

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Gildate é acusado das mortes dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, assassinados a tiros dentro de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, na madrugada de 20 de maio de 2026. O acusado permanece preso preventivamente desde a data do crime.

Com a instauração do incidente de insanidade mental, o andamento da ação penal fica suspenso enquanto é realizada a avaliação pericial. A medida busca esclarecer se Gildate apresentava alguma alteração mental capaz de comprometer sua capacidade de compreender o caráter de seus atos ou de agir de acordo com esse entendimento na ocasião dos homicídios.

O exame será realizado por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário de Alagoas, que terá inicialmente 45 dias para apresentar o laudo, prazo que poderá ser ampliado caso exista justificativa técnica. Após a conclusão, acusação e defesa poderão se manifestar sobre o resultado antes de uma nova análise judicial.

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Entre os elementos considerados pela Justiça estão relatos sobre uma mudança repentina no comportamento do acusado após os disparos. Durante o interrogatório, Gildate teria afirmado que não reconhecia ruas da cidade onde morava. Pessoas próximas também relataram que ele aparentava estar confuso e apresentava falas desconexas.

Outro aspecto citado na decisão é que as investigações não encontraram, até o momento, indícios de desavenças anteriores, planejamento ou motivação aparente para o crime. Segundo o inquérito, Gildate e as vítimas haviam participado de uma confraternização horas antes do duplo homicídio.

A defesa sustenta a possibilidade de que o policial tenha sofrido um surto psicótico no momento dos fatos. A própria investigação chegou a levantar a hipótese de alteração comportamental após consumo de bebida alcoólica. A perícia, no entanto, será responsável por determinar tecnicamente qual era a condição mental do acusado na ocasião.

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A Justiça ressaltou que a autorização do exame não significa o reconhecimento de que Gildate possuía transtorno mental ou estava em surto psicótico quando os colegas foram mortos. Essa conclusão dependerá do resultado da avaliação especializada.

Mesmo com a suspensão do processo para realização da perícia, a prisão preventiva do policial foi mantida. Após a apresentação do laudo e as manifestações das partes, a Justiça deverá decidir os próximos passos da ação penal.

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