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Justiça Eleitoral encerra apuração contra Binho Galinha por coação em Milagres, cidade natal do deputado preso

TRE-BA acatou pedido do Ministério Público Eleitoral e arquivou inquérito por falta de justa causa; vítima não colaborou alegando medo de represálias

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
08 de junho, 2026 · 12:07 2 min de leitura
Sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador
Sede do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), em Salvador

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) encerrou, em 1º de junho de 2026, o inquérito que apurava suposta coação eleitoral praticada pelo deputado estadual Binho Galinha durante as eleições municipais de 2024 no município de Milagres — cidade natal do parlamentar, no interior da Bahia. A decisão foi assinada pelo relator Moacyr Pitta Lima Filho e coloca um ponto final, ao menos no âmbito eleitoral, nessa frente específica de investigação.

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Segundo informações divulgadas pelo BNews, o caso envolvia denúncias de que o deputado teria exercido influência indevida sobre eleitores do município, criando um ambiente de intimidação. A própria vítima, porém, optou por não colaborar com as apurações policiais, citando medo de represálias em razão do perfil do investigado e de seu círculo de relações.

Com a impossibilidade de recuperar imagens de câmeras de segurança e a ausência de testemunhas dispostas a depor, o Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu o arquivamento do caso por ausência de justa causa. O TRE-BA acolheu o pedido.

O arquivamento da investigação eleitoral não significa, porém, que Binho Galinha está livre de outras acusações. Alvo da Operação El Patrón, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023, o deputado teve a prisão decretada pela Justiça em 1º de outubro de 2025. O parlamentar se entregou dois dias após ser alvo da Operação Estado Anômico e foi trazido para Salvador.

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Binho Galinha é apontado como líder de organização criminosa com atuação principalmente na região de Feira de Santana. Segundo investigações das operações El Patrón e Estado Anômico, o grupo é responsável por delitos como lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, usurpação de função pública, embaraço a investigações e tráfico de drogas.

Natural de Milagres, Binho Galinha foi eleito deputado estadual em 2022. O empresário mora em Feira de Santana desde os 13 anos e construiu sua trajetória política naquela cidade. Ele obteve 49.834 votos e foi eleito por média.

Mesmo atrás das grades, o deputado se movimenta politicamente. Preso desde outubro do ano passado, Binho Galinha se filiou ao Avante para disputar a reeleição neste ano. Antes, o parlamentar era filiado ao PRD, que o suspendeu após a prisão. A filiação ao Avante foi registrada em janeiro de 2026, de acordo com informações da Justiça Eleitoral.

Apesar de estar preso preventivamente, Binho Galinha não perde automaticamente seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia. Especialistas em direito político explicam que, enquanto não houver uma condenação definitiva, as ausências do deputado nas sessões não são contabilizadas como faltas. Um parlamentar só perde o mandato de forma automática caso receba uma condenação em regime fechado.

A defesa de Binho Galinha afirma que ele não cometeu crimes. "O parlamentar reforça que tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações e reafirma sua confiança na Justiça, destacando que todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo do processo", disse, em nota.

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