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Política

Deputada alagoana lista leis que criou para autistas e reafirma: "É compromisso, não discurso"

Cibele Moura (MDB-AL) destaca três frentes legislativas em favor de pessoas com TEA: o Código Alagoano, alimentação escolar adaptada e isenção em concursos públicos.

Redação ChicoSabeTudo
24 de julho, 2026 · 00:10 3 min de leitura
Deputada estadual Cibele Moura discursa na Assembleia Legislativa de Alagoas em defesa de direitos de pessoas com autismo
Deputada estadual Cibele Moura discursa na Assembleia Legislativa de Alagoas em defesa de direitos de pessoas com autismo

A deputada estadual Cibele Moura (MDB) voltou a público para detalhar as iniciativas legislativas que propôs em favor de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Alagoas. Em declaração recente, a parlamentar foi direta ao marcar sua posição: defender autistas não é retórica — é um compromisso que ela diz assumir com leis concretas.

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O ponto central do seu mandato nessa área é o Código Alagoano de Proteção à Pessoa com TEA, sancionado como Lei Estadual nº 9.716/2025. O texto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa de Alagoas em setembro de 2025 e conta com 67 artigos que estabelecem direitos e proteções para pessoas com autismo em todo o estado. A deputada chama a norma de a mais abrangente do Brasil nessa área.

O caminho até a aprovação definitiva não foi simples. Durante sessão ordinária, Cibele Moura agradeceu ao líder do Governo e aos demais parlamentares por derrubarem o veto parcial do Governo do Estado ao projeto de lei. Segundo a deputada, a matéria aprovada pela Casa é considerada a lei mais ampla do país em se tratando de autismo. "Alagoas dá exemplo ao país em legislação. Entregamos ao povo alagoano a legislação mais robusta para o cuidado das pessoas com TEA e de suas famílias", declarou.

Uma das garantias previstas na legislação trata da alimentação de crianças com seletividade alimentar. Segundo a deputada, estudantes autistas que apresentam restrições descritas em laudo médico têm direito a receber, nas escolas públicas alagoanas, a alimentação adequada às suas necessidades. A medida responde a uma realidade comum entre crianças com TEA: crianças com autismo frequentemente apresentam padrões alimentares seletivos, decorrentes de questões sensoriais, metabólicas, comportamentais ou médicas, e essas especificidades nem sempre podem ser plenamente atendidas pelas merendas escolares padronizadas, o que pode comprometer a saúde, o bem-estar e até a permanência do aluno na escola.

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Outra frente destacada por Cibele Moura é a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos estaduais para pessoas com autismo. A medida já está em vigor e gerou efeitos práticos: os editais que passaram por republicação envolvem concursos de instituições como a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Polícia Militar de Alagoas (PMAL), entre outros.

A abertura do prazo exclusivo para candidatos com TEA se deu em cumprimento à Lei Estadual nº 9.716, de 7 de novembro de 2025, que institui o Código Alagoano de Proteção à Pessoa com TEA. A legislação garante isenção da taxa de inscrição e o direito de concorrer às vagas reservadas para Pessoas com Deficiência (PCD) nos concursos públicos estaduais.

A pauta do autismo não se restringe a essas três frentes no mandato da deputada. Ela também solicitou ao Governo de Alagoas a criação de salas de regulação sensorial em hospitais públicos de referência, com o objetivo de oferecer um ambiente mais acolhedor para pacientes com TEA e outras condições neurodivergentes, que enfrentam dificuldades com estímulos excessivos como luzes fortes e barulho.

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O contexto nacional reforça a urgência das ações. O Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE, aponta que cerca de 2,4 milhões de pessoas no Brasil foram diagnosticadas com autismo. Em Alagoas, a deputada tem defendido que a resposta legislativa precisa ser proporcional à dimensão do desafio — e que cada lei aprovada representa menos uma barreira para famílias atípicas enfrentarem no dia a dia.

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