A estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, foi assassinada com cerca de 20 facadas no dia 31 de agosto, no povoado Cana Brava, zona rural de Água Doce do Maranhão. Um adolescente de 16 anos foi apreendido por suspeita de cometer o crime. A família da vítima cobra justiça e pede maior visibilidade para o caso.
Segundo informações da Polícia Civil reproduzidas em reportagem do g1, Bruna chegava a um salão de beleza quando foi surpreendida pelo suspeito. A jovem tentou se abrigar no estabelecimento, mas foi perseguida e alcançada em um imóvel anexo. A investigação apontou cerca de 20 perfurações provocadas por instrumento perfurocortante.
A estudante chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Familiares negam que tenha ocorrido uma discussão antes do ataque e afirmam que Bruna não conhecia o adolescente nem mantinha relacionamento com ele.
Durante as buscas, a Polícia Civil encontrou em uma área de matagal um punhal que teria sido utilizado no assassinato. A Justiça determinou a internação provisória do adolescente, que foi encaminhado a uma unidade socioeducativa em São Luís.
A polícia também apreendeu um caderno com referências ao nazismo e discursos de ódio. O material integra a investigação sobre o histórico do suspeito e as circunstâncias da morte. A motivação ainda não havia sido esclarecida nas informações consultadas.
No relato encaminhado à reportagem, os familiares pedem que o assassinato não seja esquecido e cobram a responsabilização pela morte da estudante. A identidade do adolescente apreendido foi preservada.







