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Política

Ivana Bastos recusa convite para ser vice de Jerônimo Rodrigues e foca na Assembleia Legislativa

Deputada mais votada da Bahia prefere manter mandato e comando de orçamento bilionário na AL-BA

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
31 de março, 2026 · 23:43 1 min de leitura

A deputada estadual Ivana Bastos (PSD), atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), decidiu recusar o convite para compor a chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) como candidata a vice-governadora. A decisão barra, por enquanto, a chance de a parlamentar se tornar a primeira mulher eleita para o cargo no estado.

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O principal motivo para a negativa seria a falta de um sucessor político para seus votos. Ivana foi a deputada mais votada na última eleição, com 118 mil votos, e as projeções indicam que ela pode ultrapassar a marca de 150 mil no próximo pleito. Sem um "herdeiro" preparado para assumir essa base eleitoral, ela optou por não abandonar a disputa proporcional.

Além da questão dos votos, pesa na decisão o controle da AL-BA. Ivana tem a reeleição para a presidência da Casa encaminhada e deverá gerenciar um orçamento superior a R$ 1 bilhão em 2027. Ela vem liderando reformas estruturais no legislativo e pretende dar continuidade ao trabalho administrativo.

Mesmo com o incentivo de colegas deputados e do próprio governador, que considera Ivana o nome ideal por sua força política, a parlamentar preferiu manter o pé no legislativo. Aliados tratavam a união entre ela e Jerônimo como a "chapa dos sonhos" para a disputa estadual.

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Enquanto os rumores sobre a vice cresciam, o senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, negou que o tema tenha sido fechado em reuniões recentes com o governo. Segundo Otto, os encontros serviram para tratar de questões internas do partido e da situação de prefeitos do interior.

A articulação política segue nos bastidores, mas o recuo de Ivana Bastos obriga o grupo governista a buscar novas alternativas para a composição da chapa majoritária, mantendo o equilíbrio entre os partidos aliados como o PSD e o MDB.

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