O clima pesou durante a reunião entre o presidente Lula e seus ministros nesta terça-feira (31). O ministro da Casa Civil, o baiano Rui Costa, não poupou palavras ao cobrar publicamente a Secretaria de Comunicação Social (Secom), chefiada pelo marqueteiro Sidônio Palmeira.
Rui Costa citou o nome de Sidônio pelo menos três vezes, questionando se o povo brasileiro realmente tem conhecimento das propostas e conquistas da gestão atual. Para o ministro, é necessário focar em comparações para mostrar os resultados do governo federal à população.
A cobrança gerou um visível constrangimento. Sidônio Palmeira, que assumiu a Secom no início de 2025 após coordenar a campanha de Lula, não ficou calado e respondeu às críticas. Segundo fontes presentes, ele atribuiu parte das dificuldades ao seu antecessor, Paulo Pimenta.
O marqueteiro defendeu que a legislação impede que canais oficiais do governo façam comparações diretas entre gestões. Ele também pontuou que faltou ao governo, logo no início do mandato, divulgar com mais força a situação em que o país foi herdado do governo anterior.
O embate acontece em um momento delicado, onde pesquisas de opinião mostram um aumento na reprovação da gestão petista. A pressão interna cresce para que a comunicação consiga reverter esses números e melhorar a imagem do presidente perante o eleitorado.
Mais tarde, em entrevista à imprensa, Rui Costa tentou colocar panos quentes na situação. O ministro minimizou o episódio, afirmando que não criticou o colega e chegou a elogiar o trabalho que vem sendo feito por Sidônio na estratégia de comunicação.







