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Política

Casa de R$ 3,6 milhões no Texas: baiano aliado de Eduardo Bolsonaro está no centro da investigação da PF

André Porciuncula, ex-PM baiano e aliado do clã Bolsonaro nos EUA, aparece como signatário do fundo que adquiriu o imóvel em Arlington.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
16 de maio, 2026 · 13:15 1 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

A Polícia Federal investiga a compra de uma casa de R$ 3,6 milhões em Arlington, no Texas — mesma cidade onde vive o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro —, e um baiano aparece no centro da trama: André Porciuncula, ex-policial militar e ex-integrante do governo Jair Bolsonaro.

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Porciuncula assinou o contrato de aquisição do imóvel como representante do Mercury Legacy Trust, fundo privado de gestão patrimonial que fechou o negócio em fevereiro deste ano pelo valor de US$ 726,3 mil. O fundo é controlado pela Calixsan Capital Management, empresa do advogado Paulo Calixto, que também representa a Havengate LLP — estrutura que recebeu R$ 61 milhões enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro, supostamente para financiar o filme "Dark Horse" sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A investigação da PF busca entender se esse emaranhado financeiro montado nos Estados Unidos pode ter servido para contornar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal às contas de Eduardo no Brasil.

Os laços de Porciuncula com o clã Bolsonaro são antigos. Ele foi sócio de Eduardo na Braz Global Holding, empresa registrada justamente em Arlington. Na gestão Bolsonaro, atuou como braço direto do então secretário especial da Cultura Mario Frias e também participou das articulações em torno do filme "Dark Horse".

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Questionado sobre quem seria o real beneficiário do imóvel, Porciuncula foi direto: disse apenas que "esta informação não é de interesse público". Negou ainda qualquer vínculo entre a casa e Eduardo Bolsonaro ou o Banco Master.

Do Texas, Eduardo Bolsonaro classificou a investigação da PF como "tola" e afirmou que seu status migratório nos EUA impediria o recebimento de dinheiro por meio de fundos de investimento.

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