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Política

Instituto Alan Turing investigado pela Charity Commission

Denúncias internas de uso indevido de recursos e ambiente de trabalho tóxico levaram o Instituto Alan Turing a ser investigado pela Charity Commission, com risco de perda de financiamento público.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Política
30 de outubro, 2025 · 09:34 2 min de leitura
Instituto Alan Turing foi acusado de ter um "ambiente tóxico" de trabalho;presidente nega
Instituto Alan Turing foi acusado de ter um "ambiente tóxico" de trabalho;presidente nega

O Instituto Alan Turing, principal centro nacional de inteligência artificial do Reino Unido, voltou a ocupar as manchetes no último verão europeu após denúncias internas sobre uso indevido de recursos, falhas na missão institucional e um ambiente de trabalho tóxico. Em consequência, a instituição passou a ser investigada pela Charity Commission.

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Mas o que está em jogo? As alegações geraram risco real de impacto financeiro e reputacional, e também fizeram emergir dúvidas sobre a cultura e a gestão do centro.

Em resposta às acusações, o presidente Doug Gurr citou uma apuração externa que, segundo ele, concluiu não haver substância nas reclamações.

Cada uma das preocupações foi investigada e nenhuma apresentou fundamento, disse Doug Gurr.

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A turbulência na gestão foi visível: três diretores seniores, o diretor de tecnologia e, mais recentemente, o diretor-executivo deixaram os cargos durante o período de contestações internas.

Fontes internas também alertaram para o risco de perda de financiamento público da ordem de £100 milhões, caso o então secretário de tecnologia, Peter Kyle, retirasse o apoio. Gurr admitiu que transições administrativas são desafiadoras e defendeu que as atividades continuassem enquanto as investigações seguiam seu curso.

Prioridades mantidas

A direção afirmou que seguiria com projetos considerados estratégicos, focados em áreas onde o Reino Unido teria vantagem competitiva:

  • aprimoramento da precisão de previsões meteorológicas;
  • redução de emissões no setor de transporte por meio de soluções digitais;
  • pesquisa cardíaca com gêmeos digitais para estudar o funcionamento do coração humano;
  • ampliação de atividades em defesa e segurança nacional, a pedido do secretário de Negócios.

Gurr reconheceu que parte desses trabalhos se sobrepõe a atividades de outras agências, como o UK Research and Innovation (UKRI) e o Ministério da Defesa (MOD), e expressou preocupação com um contexto internacional mais instável, em que a tecnologia ganha papel crescente nas questões de segurança.

Observadores no Brasil destacaram que decisões sobre governança e financiamento em centros de ponta como o Alan Turing podem repercutir em políticas públicas e projetos regionais de inteligência artificial. Segundo essas fontes, os efeitos podem alcançar iniciativas locais, incluindo projetos em Paulo Afonso, na Bahia.

Como desdobramentos confirmados até agora, a instituição permanece sob escrutínio da Charity Commission e Doug Gurr manteve-se na presidência. A direção afirmou que continuaria com os programas anunciados enquanto aguardava o desfecho das investigações externas.

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