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Política

Bahia: especialista vê impacto limitado do tarifaço dos EUA

Economista pede atenção aos próximos passos das negociações entre Brasil e Estados Unidos

Redação ChicoSabeTudo
04 de agosto, 2026 · 06:16 1 min de leitura
Porto com contêineres representando exportações baianas afetadas pelo tarifaço dos EUA
Porto com contêineres representando exportações baianas afetadas pelo tarifaço dos EUA

As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, em vigor desde 22 de julho de 2026, devem ter efeito relativamente contido na economia baiana a curto prazo — mas especialistas recomendam atenção ao que pode vir a seguir.

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Para o economista Vinicius Assis, CEO da Ônix Capital, o cenário pede monitoramento, não alarmismo. "Não vejo um impacto expressivo para a economia baiana agora. O que merece maior atenção são os próximos passos das negociações entre Brasil e Estados Unidos, que podem alterar esse cenário", avaliou.

Assis explica que o mecanismo da tarifa não é direto: quem arca com o custo é o importador americano, não o exportador brasileiro. Diante disso, as empresas nos Estados Unidos terão de decidir se absorvem o encarecimento, renegociam valores com os fornecedores brasileiros ou partem em busca de substitutos em outros mercados.

É justamente esse efeito em cadeia que preocupa o especialista. Caso os importadores americanos reduzam as compras do Brasil, o volume de dólares que entra no país cai. Com menos moeda americana circulando, o dólar tende a se valorizar frente ao real — e produtos importados ficam mais caros, pressionando a inflação. Quem já está com o orçamento apertado tende a sentir primeiro.

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Para o economista, o momento ainda não configura crise — mas exige vigilância. "Dependendo do desfecho das negociações, os impactos podem ser pequenos ou ganhar proporções maiores. Estamos diante de um cenário que inspira monitoramento", concluiu.

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