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Política

Alcolumbre toma partido de Wagner após operação da PF: "Minha solidariedade integral"

Presidente do Senado rebateu condenações antecipadas e lembrou que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado

Redação ChicoSabeTudo
18 de junho, 2026 · 12:04 3 min de leitura

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa do colega Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (18), horas depois de a Polícia Federal deflagrar a 9ª fase da Operação Compliance Zero e cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador baiano.

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Em entrevista coletiva pela manhã, Alcolumbre foi direto ao ponto: criticou o que chamou de "condenações antecipadas" e reforçou que o princípio da presunção de inocência deve valer para qualquer cidadão, independentemente de partido ou cargo. "Minha solidariedade integral a um colega senador da República", declarou.

O presidente do Senado também alertou para um problema que, segundo ele, é recorrente no país. "Um homem público, quando sofre uma operação, ele já está condenado para a opinião pública", afirmou, acrescentando que "esse mantra de que todo mundo é culpado antes que se prove o contrário está errado no Brasil".

Alcolumbre fez questão de deixar claro que o raciocínio vale para todos os lados do espectro político. Segundo ele, tanto um senador do PT quanto um do PL têm direito à presunção de inocência até o trânsito em julgado de eventual condenação.

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O PT também se manifestou. O presidente da sigla, Edinho Silva, divulgou nota afirmando que Wagner é "depositário de toda a nossa confiança" e que "a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados".

A operação desta quinta-feira faz parte de uma investigação mais ampla sobre o Banco Master. A PF apura a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. Entre os alvos estão o próprio Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master. A operação investiga a existência de um esquema de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao Master.

A nova fase teria sido motivada por suspeitas de que a família do líder do governo Lula no Senado pode ter recebido um imóvel em Salvador no esquema do Banco Master. A investigação apura se um imóvel de luxo no valor de R$ 2,5 milhões seria uma espécie de propina do empresário Augusto Lima.

Foram feitas buscas em endereços ligados a Wagner e Lima em Salvador e em um hotel em Brasília onde o senador mora. Policiais Federais também estiveram em endereço em Salvador de Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner.

A PF apura ainda se o parlamentar teria atuado em favor de projetos de interesse do Master no Congresso, entre eles a chamada "Emenda Master" e uma proposta que ampliava o limite do crédito consignado.

O nome do senador já havia surgido no contexto do caso Master depois de ter sido revelado que a nora dele recebeu pelo menos R$ 11 milhões do banco, pagos à empresa BK Financeira. Na época, Wagner disse que não tinha "conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada".

As apurações sobre as fraudes no Banco Master estão no escopo da Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. O caso foi posteriormente encaminhado ao STF, onde hoje é relatado pelo ministro André Mendonça, responsável por autorizar os mandados desta fase.

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