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Polícia

Bahia: adolescente baleado em ataque de falsos policiais não resiste

Carlos Augusto Cruz da Conceição, 17, foi baleado em ataque de grupo armado em 26 de julho no bairro de Portão

Redação ChicoSabeTudo
03 de agosto, 2026 · 10:02 2 min de leitura
Bahia: adolescente baleado em ataque de falsos policiais não resiste

O adolescente Carlos Augusto Cruz da Conceição, de 17 anos, morreu no último domingo (2), sete dias depois de ser baleado durante um ataque promovido por um grupo suspeito de se passar por policiais civis, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A informação foi confirmada ao Portal Salvador FM pelo pai da vítima.

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O crime aconteceu na tarde de 26 de julho, na Rua Israel F. Pimentel. Segundo as investigações, seis homens armados circulavam pela região à procura de um veículo roubado quando efetuaram disparos em via pública. Além do adolescente, uma jovem de 20 anos que passava pelo local também foi atingida pelos tiros.

As vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Menandro de Farias. A jovem sobreviveu, mas o adolescente ficou internado por uma semana e não resistiu aos ferimentos.

Ainda no dia do ataque, equipes da 52ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) localizaram e prenderam os suspeitos em flagrante. Com o grupo foram apreendidas quatro pistolas, um revólver, mais de 70 munições, carregadores alongados, um colete balístico, um cinto tático e distintivos semelhantes aos da Polícia Civil. Os seis homens foram autuados por tentativa de homicídio, organização criminosa e posse ilegal de arma de fogo — crimes que agora devem ser reavaliados diante da morte da vítima.

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As investigações apontam que o grupo se apresentava como policiais civis para realizar abordagens armadas na região. Documentos obtidos pela reportagem indicam que ao menos três dos suspeitos possuem registro como Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs). A Justiça converteu a prisão em flagrante dos seis investigados em preventiva, e o magistrado responsável pelo caso destacou que grupos que usam a imagem do Estado para intimidar a população representam um risco ainda maior do que a criminalidade comum.

Com a morte do adolescente, o caso deve ganhar novo desdobramento na Justiça. A Polícia Civil, por meio da 34ª Delegacia Territorial de Portão, segue apurando as circunstâncias do crime e a participação de cada um dos seis presos na ocorrência.

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