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Polícia

Grávida é socorrida após companheiro tentar agredi-la na zona rural de Poço das Trincheiras; suspeito foge

Caso aconteceu no Povoado Alto do Tamanduá na manhã de quarta-feira (24); mulher foi encaminhada ao Hospital Regional de Santana do Ipanema e depois prestou queixa na delegacia

Redação ChicoSabeTudo
26 de junho, 2026 · 00:47 2 min de leitura
Viatura da Polícia Militar de Alagoas em atendimento de ocorrência na zona rural
Viatura da Polícia Militar de Alagoas em atendimento de ocorrência na zona rural

Uma mulher grávida precisou ser encaminhada a um hospital depois que seu companheiro tentou agredi-la na manhã de quarta-feira (24), no Povoado Alto do Tamanduá, zona rural de Poço das Trincheiras, no Médio Sertão de Alagoas. O suspeito fugiu antes da chegada da Polícia Militar e não foi encontrado nas buscas realizadas na região.

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Segundo informações do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM), a guarnição foi acionada após denúncia de agressão contra a mulher. Ao chegar ao local, os policiais encontraram apenas a vítima e familiares. De acordo com os relatos colhidos no local, tanto ela quanto o companheiro haviam ingerido bebida alcoólica.

Conforme o que foi relatado pelos familiares à PM, o homem tentou sair de motocicleta e a mulher procurou impedi-lo. Foi nesse momento que ele teria avançado em direção a ela com intenção de agredi-la. Antes que a guarnição chegasse ao Povoado Alto do Tamanduá, o suspeito fugiu. As buscas realizadas pela Polícia Militar na região não resultaram na localização dele.

Por estar grávida e emocionalmente abalada, a vítima foi levada ao Hospital Regional de Santana do Ipanema, onde recebeu atendimento médico e acompanhamento da equipe de assistência social. Em seguida, ela foi conduzida à Delegacia Regional para formalizar o registro da ocorrência.

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Casos assim não são raros no município. A 2ª Delegacia Regional de Polícia de Santana do Ipanema (2ª DRP) é a unidade responsável pela área de Poço das Trincheiras e tem registrado ocorrências frequentes de violência doméstica na região. No primeiro semestre de 2025, o número de medidas protetivas de urgência em Alagoas cresceu mais de 31% em relação ao mesmo período de 2024, e as prisões pela Lei Maria da Penha passaram de 1.099 para 1.400 em todo o estado.

De acordo com o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o estado de Alagoas registrou, em 2026, 756 casos de violações contra a mulher até o momento em que os dados foram levantados. A maior parte das violências domésticas e intrafamiliares contra mulheres ocorre dentro de casa, respondendo por 81% dos casos registrados no país.

Vítimas ou testemunhas de violência doméstica em Alagoas podem acionar a Polícia Militar pelo número 190 ou o Disque Denúncia pelo 181. Denúncias também podem ser feitas pelo número 180, a Central de Atendimento à Mulher, e pelo Disque 100, canal que apura violações aos direitos humanos. Nos municípios sem Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a vítima pode se dirigir a qualquer delegacia da cidade.

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