A Justiça de Sergipe realiza nesta sexta-feira (7) a audiência de instrução do processo que apura a morte da empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, assassinada a tiros em um hotel de Aracaju em março deste ano. O réu é o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, apontado pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) como autor do crime.
A audiência corre na Comarca de Aracaju e faz parte da fase de instrução criminal, etapa do processo em que costumam ser ouvidas testemunhas de acusação e de defesa, além do interrogatório do réu, antes de o caso seguir ao Tribunal do Júri. Tiago está preso preventivamente desde o dia do crime e permanece custodiado no Presídio Militar de Sergipe (Presmil).
Relembre o caso: Flávia, moradora de Paulo Afonso, foi morta na madrugada de 22 de março, durante uma viagem a Aracaju com o namorado. Segundo o MPSE, Tiago arrombou a porta do quarto de hotel onde ela estava hospedada, no bairro Coroa do Meio, e efetuou disparos com uma pistola calibre .40 de uso restrito, pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia. Ele também ficou ferido, mas a perícia descartou a hipótese de tentativa de suicídio levantada nos primeiros dias da investigação.
Em maio, o MPSE formalizou denúncia contra o ex-diretor de presídio por feminicídio qualificado e pediu que ele seja levado a júri popular, apontando ciúmes e comportamento controlador como pano de fundo do crime. A defesa de Tiago já contestou pontos da denúncia e chegou a alegar legítima defesa, versão rebatida pelos advogados da família de Flávia, que anunciaram a reconstrução da cena do crime para confrontar essa tese.







