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PI 6308
Polícia

Colega mata trabalhador após discussão política sobre Lula e Bolsonaro

Conversa política entre colegas de trabalho em Confresa acabou em agressão fatal e condenação de 14 anos

Redação ChicoSabeTudo
17 de setembro, 2026 · 13:59 2 min de leitura

Uma conversa sobre política terminou em morte em Confresa, no norte de Mato Grosso, às vésperas da eleição presidencial de 2022. Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, foi morto pelo colega de trabalho Rafael Silva de Oliveira, após os dois discutirem sobre os então candidatos Lula e Bolsonaro.

Segundo o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, no dia do crime Rafael passou a defender Jair Bolsonaro, enquanto Benedito falava a favor de Luiz Inácio Lula da Silva. A discussão política deu origem à agressão que terminou na morte do trabalhador rural.

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De acordo com familiares, Benedito era conhecido como um homem alegre e tranquilo. Apesar de torcer por Lula, não tinha envolvimento partidário. Ele trabalhava em uma propriedade rural na região.

A investigação apontou que, após o início da discussão, Rafael perseguiu Benedito e passou a atacá-lo com uma faca. Mesmo depois de a vítima cair no chão, ele foi buscar um machado e a atingiu no pescoço. A perícia contabilizou cerca de 70 perfurações provocadas por golpes de faca e machado pelo corpo de Benedito.

Rafael inicialmente disse à polícia que a vítima teria começado as agressões. Depois do crime, ele escondeu as armas usadas, deixou o local e tentou apresentar à polícia uma versão de que teria sido vítima de um roubo. Ele chegou a procurar atendimento médico dizendo que havia se envolvido em uma briga, mas os policiais desconfiaram da versão e o encaminharam à Polícia Civil, que o autuou em flagrante.

Rafael confessou o crime e chegou a filmar o corpo da vítima. Durante o julgamento, manteve a confissão e disse não se arrepender do que fez.

O Tribunal do Júri de Mato Grosso entendeu que o crime teve motivo fútil e foi cometido com meio que dificultou a defesa da vítima. Rafael foi condenado a 14 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. O magistrado negou a ele o direito de recorrer em liberdade. O Ministério Público chegou a estudar a possibilidade de recorrer da sentença para aumentar a pena.

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