Uma ação conjunta da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e da Polícia Militar desativou, na manhã desta quinta-feira, 6, um provedor de internet irregular que integrantes do Comando Vermelho (CV) mantinham no bairro do Lobato, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
O serviço era oferecido de forma ilegal pela facção e funcionava havia algum tempo na região. Equipes da SSP e do Comando de Policiamento Regional Baía de Todos os Santos (CPR-BTS) foram responsáveis por desmontar o equipamento usado para transmitir o sinal.
Segundo as investigações de inteligência que embasaram a operação, o grupo criminoso obrigava moradores do bairro a contratar o provedor controlado pela facção, enquanto concorrentes do setor ficavam proibidos de oferecer o serviço na região. Essa reserva de mercado forçada garantia aos criminosos o monopólio do serviço e uma fonte extra de arrecadação.
A SSP informou que o esquema de internet clandestina era comandado pelo mesmo traficante apontado como líder da organização investigada na Operação Ágio, deflagrada um dia antes, na quarta-feira, 5, pelas polícias Civil e Militar. O suspeito está foragido e, de acordo com as apurações, permanece escondido no Rio de Janeiro.
Outras reportagens sobre o caso identificaram o traficante como José Carlos Ferreira dos Santos, conhecido como "Zói de Gato", apontado como uma das principais lideranças do CV em Salvador e Lauro de Freitas.
A Operação Ágio, que mirou a estrutura financeira e operacional da facção, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos ligados à organização, com desdobramentos também em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Ao todo, foram presos 14 suspeitos e bloqueadas cerca de 200 contas bancárias usadas na movimentação financeira do grupo.
A desativação do provedor no Lobato integra as ações de inteligência da SSP-BA voltadas a enfraquecer as fontes de financiamento das facções que atuam na capital baiana. A prática de facções criminosas explorarem serviços de internet clandestina tem sido registrada em outros bairros de Salvador e também em outros estados, como estratégia de arrecadação paralela ao tráfico de drogas.







