Um homem foi preso na última sexta-feira (29) em Aracaju acusado de furtar o celular de uma feirante durante o horário de trabalho e, em seguida, usar o próprio aparelho para fazer transferências bancárias à revelia da vítima. A ação foi da Polícia Civil de Sergipe, por meio da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), que cumpriu mandado de prisão preventiva no bairro 18 do Forte.
A vítima trabalhava no Mercado Setorial Viana de Assis, no bairro Santos Dumont, quando teve o celular furtado durante o expediente e sofreu prejuízo financeiro após o suspeito acessar aplicativos bancários instalados no aparelho e realizar transferências.
Segundo as investigações, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o homem furtou o telefone da vítima. Além do furto, a polícia constatou que o investigado utilizou dados armazenados no aparelho para acessar contas bancárias da feirante e realizar movimentações financeiras, configurando também o crime de estelionato.
As gravações foram fundamentais para identificar o suspeito e impulsionar o trabalho investigativo da 3ª DM. Após o levantamento das provas, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva, que foi cumprido no bairro 18 do Forte. O homem foi encaminhado à delegacia e passará por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça de Sergipe.
O caso ilustra uma prática que cresce no país. Esse tipo de golpe ocorre quando criminosos acessam aplicativos bancários após roubar ou furtar o aparelho da vítima. Hoje, um furto pode comprometer dados, finanças, serviços públicos, conectividade e a própria identidade digital da vítima.
O cenário tem peso legal reforçado. A Lei 15.397/2026 mudou o risco jurídico de situações como ter o aparelho roubado e ver o crime virar golpe financeiro, e elevou a pena para furto mediante fraude com uso de dispositivo eletrônico de quatro a oito anos para quatro a dez anos de reclusão, além de multa.
Para quem for vítima desse tipo de crime, a orientação é agir rápido. O programa Celular Seguro possibilita às vítimas de furto e roubo de dispositivos móveis bloquear o aparelho e aplicativos digitais em poucos cliques, reduzindo o risco de golpes financeiros. Após o registro de furto, roubo ou perda do celular, os bancos e instituições financeiras que aderiram ao projeto farão o bloqueio das contas.
A Polícia Civil reforça a importância de registrar boletim de ocorrência em casos semelhantes, destacando que a formalização da denúncia contribui diretamente para o avanço das investigações, a identificação de suspeitos e a responsabilização criminal dos envolvidos. Denúncias anônimas também podem ser feitas pelo Disque-Denúncia, no número 181.







