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Cultura

Bahia: padre viraliza ao dizer que "não tem ateu batendo em mulher"

Na homilia de domingo (12), padre Gugu criticou violência contra a mulher cometida por quem se diz cristão

Redação ChicoSabeTudo
17 de julho, 2026 · 10:54 2 min de leitura
Bahia: padre viraliza ao dizer que "não tem ateu batendo em mulher"

Uma homilia do padre Ruthberg dos Santos, conhecido como padre Gugu, viralizou nas redes sociais após ele afirmar que muitos cristãos praticam violência, ódio e injustiça mesmo professando a fé. A celebração aconteceu na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Araci (BA), no domingo (12), e teve como base a Parábola do Semeador, do Evangelho de Mateus.

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Durante a pregação, o sacerdote defendeu que a fé cristã precisa se traduzir em atitudes concretas, e não apenas em discurso ou participação em rituais religiosos. Ele criticou comportamentos de pessoas que se dizem cristãs, mas cometem violência, abuso e corrupção no dia a dia.

"Os cristãos que temos aí hoje são cruéis, malvados. São desumanos", declarou o padre em um dos trechos que mais repercutiram. Em seguida, ele citou exemplos: "É padre pedófilo, é pastor roubando, é católico batendo em mulher, é estuprando". Para o religioso, o problema não está nos ensinamentos da Bíblia, mas no coração de quem não os coloca em prática.

O padre também afirmou que "não tem ateu batendo em mulher" e disse que boa parte dos casos de violência e crimes divulgados na mídia envolve pessoas que se declaram cristãs. Segundo ele, a verdadeira fé deve ser reconhecida pelas ações do dia a dia, e não apenas pela frequência à igreja ou pelo discurso religioso.

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O trecho da homilia se espalhou rapidamente pelas redes sociais e dividiu opiniões entre os internautas. Parte do público interpretou a fala como um chamado à autocrítica e à coerência entre o que se prega e o que se vive dentro do cristianismo. Outra parte considerou que a declaração generaliza os cristãos e associa de forma injusta a fé à prática de violência.

A repercussão reacendeu um debate mais amplo nas redes sociais sobre religiosidade, coerência entre fé e conduta, e violência contra a mulher — temas que o padre já havia abordado em pregações anteriores na paróquia de Araci.

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