Uma mulher procurou a Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (16) para denunciar que voltou a receber mensagens de áudio com ameaças pelo WhatsApp do ex-companheiro, em Delmiro Gouveia, no Alto Sertão de Alagoas. O caso chamou atenção pelo histórico grave que envolve o suspeito: segundo a vítima, ele já incendiou a residência onde ela morava, já foi preso e chegou a ser alvo de medidas protetivas concedidas pela Justiça.
Conforme o boletim da Polícia Militar, a mulher contou que conviveu cerca de sete anos em união estável com o suspeito e encerrou o relacionamento em dezembro de 2024. A decisão se deu, segundo ela, pelo comportamento controlador do homem e pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. Ela afirmou que ele nunca aceitou o fim da relação.
O estopim das novas ameaças teria sido um reencontro casual. Os dois se encontraram recentemente durante uma festividade no povoado Sinimbú. Depois disso, o homem teria passado a enviar áudios com ameaças e ofensas por meio do WhatsApp, fazendo com que a vítima temesse por sua integridade física e até mesmo por sua vida.
A Polícia Militar realizou diligências para tentar localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado. A vítima foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, onde formalizou a ocorrência para que as autoridades adotassem as medidas legais cabíveis.
O caso se insere em um cenário de escalada da violência doméstica no estado. O número de medidas protetivas de urgência em Alagoas cresceu mais de 31% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024, e as prisões pela Lei Maria da Penha saltaram de 1.099 para 1.400 em todo o estado. O episódio se soma a uma série de casos de violência doméstica registrados recentemente em Delmiro Gouveia.
Quanto ao enquadramento legal, a Lei Maria da Penha prevê crime específico denominado descumprimento de medida protetiva de urgência; quando o agressor descumpre a medida, cabe prisão em flagrante. A investigação segue a cargo da Polícia Civil.
Mulheres em situação de violência doméstica podem buscar ajuda pelo Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), disponível 24 horas e gratuitamente, ou acionar a Polícia Militar pelo 190 em casos de emergência. O Disque Denúncia também recebe relatos pelo número 181.







