Os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluíram que a bebê Helena Almeida, de apenas 10 meses, não foi vítima de violência sexual. O exame oficial apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica indireta, contrariando a suspeita inicial levantada durante o atendimento médico em um hospital particular. A informação foi divulgada neste sábado (18).
Segundo o documento pericial, exames laboratoriais, cadavéricos e de coleta de vestígios não encontraram qualquer indício de abuso sexual. Também foram descartadas a presença de sêmen, material genético de terceiros ou lesões compatíveis com violência sexual. Além disso, os exames toxicológicos e de alcoolemia apresentaram resultado negativo para álcool e drogas no organismo da criança.
Investigação muda de rumo
Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil alterou a principal linha de investigação. A hipótese agora é de que Helena tenha morrido por asfixia após um dos adultos presentes na residência, possivelmente sob efeito de bebida alcoólica, deitar sobre a criança enquanto dormia. A dinâmica exata dos fatos ainda será esclarecida durante o inquérito.
Diante dos novos elementos, o caso passou a ser tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A investigação busca definir as circunstâncias da morte e identificar eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
Exames contradizem suspeita inicial
A suspeita de violência sexual surgiu após a equipe médica do hospital identificar possíveis sinais durante o atendimento da bebê. No entanto, os exames realizados pela Pefoce descartaram essa hipótese.
Os laudos periciais são considerados peças técnicas fundamentais para a investigação e servirão de base para a continuidade das diligências conduzidas pela Polícia Civil do Ceará.
O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso e definir se haverá indiciamento dos responsáveis.







