Um policial militar foi preso após matar uma mulher e balear outra dentro de um motel no bairro Messejana, em Fortaleza, na madrugada da última quinta-feira (16). O agente, que estava de folga, foi autuado em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
A vítima que morreu foi identificada como Andreza Fernanda Félix Rocha, estudante. A segunda mulher foi atingida por um disparo no braço e socorrida para uma unidade hospitalar. O estado de saúde dela não foi informado oficialmente.
O suspeito é o soldado da Polícia Militar do Ceará Neilton Silva do Nascimento. Segundo a investigação, ele havia combinado encontros separados com duas pessoas e já estava em um quarto do motel acompanhado de uma travesti quando Andreza e outra mulher chegaram ao local.
De acordo com o inquérito, a discussão começou após o policial oferecer o pagamento por meio de um Pix agendado, modalidade que não foi aceita. Ainda conforme os relatos, uma das mulheres também teria desistido do encontro ao perceber que havia outra pessoa no quarto.
Durante o desentendimento, o militar teria sacado a arma de fogo e efetuado diversos disparos contra as vítimas. A mulher sobrevivente afirmou aos policiais que o suspeito apresentava sinais de embriaguez no momento do crime.
Equipes de segurança encontraram um veículo com marcas de tiros e manchas de sangue na área do motel. Conforme a investigação, sete cápsulas de munição deflagradas foram localizadas no bolso da roupa utilizada pelo policial.
Neilton foi conduzido ao 30º Distrito Policial e permaneceu em silêncio durante o depoimento. Em seguida, foi encaminhado ao Presídio Militar. A defesa informou que o policial possui problemas psiquiátricos.
A Polícia Militar do Ceará informou que o soldado já estava afastado das atividades operacionais por responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). A corporação afirmou que não compactua com condutas criminosas e que adotará todas as medidas cabíveis na esfera administrativa.
A Controladoria-Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário também instaurou procedimento para apurar a conduta do agente.
Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça destacou a gravidade do caso, o número de disparos efetuados e a desproporção entre o motivo da discussão e a violência empregada. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará.







