O pai da bebê Helena, de 10 meses, manifestou-se nas redes sociais para contestar as declarações apresentadas pela mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, durante uma entrevista à TV Cidade/Record. O caso ocorreu em Fortaleza, no Ceará, e segue sob investigação da Polícia Civil.
Identificado nas publicações como Almeida, o homem afirmou que a ex-companheira estaria mentindo sobre as circunstâncias que antecederam a morte da filha. Ele também cobrou Justiça e a responsabilização das pessoas que eventualmente tenham envolvimento no caso.
“Ela está mentindo, gente. Eles todos estão mentindo. Minha filha não volta, mas eu só quero Justiça”, escreveu o pai em uma das publicações. A declaração representa a versão apresentada por ele e ainda não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Além de questionar a entrevista concedida por Ysabelle, Almeida afirmou que estaria enfrentando dificuldades para manter contato com o outro filho do casal. Segundo ele, as tentativas de comunicação com familiares da mãe não teriam sido respondidas.
Em outra publicação, o pai prestou uma homenagem à bebê Helena e lamentou a perda da filha. Ele declarou que a criança tinha “uma vida inteira pela frente” e reforçou o pedido para que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas.
O que declarou a mãe da bebê
Durante a entrevista, Ysabelle Rodrigues afirmou que não consumiu bebida alcoólica na confraternização realizada antes da morte da criança e que permaneceu consciente durante toda a madrugada.
Segundo o relato apresentado por ela, o grupo esteve inicialmente em uma comemoração familiar e depois seguiu para um apartamento. Ysabelle afirmou ainda que mudou de lugar para dormir com Helena após perceber que a bebê começou a tossir por causa do ar-condicionado.
A mãe também declarou que Helena era sua principal companhia e afirmou que decidiu falar publicamente diante das especulações e acusações que surgiram após o caso.
Investigação continua
A morte da criança aconteceu na segunda-feira, 13 de julho, após ela ser levada a uma unidade de saúde em Fortaleza. O episódio é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente.
De maneira preliminar, a Polícia Civil do Ceará investiga a suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte. Entretanto, a própria corporação informou que essa hipótese depende dos resultados dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará, que deverão esclarecer a causa da morte e confirmar ou descartar a ocorrência de violência sexual.
Dois homens que estavam no apartamento aparecem entre os principais investigados. Familiares da criança e outras pessoas presentes no imóvel também prestaram depoimento. O inquérito continua com análise de vestígios, exames periciais e coleta de novos relatos.
Até a conclusão da investigação, as declarações apresentadas pelo pai e pela mãe devem ser tratadas como versões das partes, sem que haja definição oficial sobre eventuais responsabilidades.







