Um jovem de 23 anos perdeu a vida na noite da última quinta-feira, 16 de julho, depois de cair da motocicleta que pilotava na rodovia SE-100, no município de Indiaroba, no sul de Sergipe. O acidente aconteceu nas proximidades do Povoado São Luís e chamou atenção pelo descumprimento de uma regra básica de segurança: o condutor não estava usando capacete.
De acordo com o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), o motociclista trafegava pela rodovia em direção à cidade de Cachoeirinha, na Bahia, quando perdeu o controle do veículo e caiu na pista. O trecho percorrido por ele ligava Indiaroba ao Povoado Cachoeirinha-BA.
Segundo informações levantadas pelas equipes policiais, o condutor não utilizava o capacete no momento do acidente. Com a queda, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local — o óbito foi constatado por uma técnica de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Os policiais acionaram as equipes da Polícia Científica, que realizou a perícia no local, e do Instituto Médico Legal (IML), que recolheu o corpo da vítima. O veículo estava devidamente licenciado e foi levado à Delegacia de Polícia de Indiaroba.
O caso reforça um padrão preocupante nas estradas brasileiras. A participação das motos nas mortes por acidentes de trânsito passou de 3% no fim dos anos 1990 para quase 40% em anos recentes, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As motocicletas também concentram aproximadamente 60% das internações por acidentes de transporte terrestre e consumiram, em 2024, mais de R$ 270 milhões das despesas públicas hospitalares.
O crescimento é alarmante: o total de óbitos envolvendo motos passou de 792 em 1996 para 13.521 em 2023, segundo o mesmo estudo. O crescimento do número de mortes no trânsito em acidentes de moto é apontado como consequência direta do aumento da frota e uso desses veículos — especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a moto é mais acessível e tem custo operacional baixo.
O não uso do capacete figura entre os principais fatores de risco. A não utilização do capacete está entre as razões que mais contribuem para acidentes de trânsito com mortes ou sequelas graves, ao lado do excesso de velocidade e da direção sob influência de álcool. A cabeça e o pescoço são as regiões do corpo mais afetadas em quedas de moto, o que torna o equipamento ainda mais crítico para a sobrevivência.
A rodovia SE-100 já foi cenário de outros acidentes fatais envolvendo motociclistas na região. O episódio em Indiaroba serve de alerta tanto para condutores locais quanto para quem trafega entre os estados de Sergipe e Bahia por esse trecho, que liga municípios do litoral sul sergipano ao extremo norte baiano.







