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SoftBank negocia investimento bilionário na OpenAI, criadora do ChatGPT

SoftBank negocia investir US$ 30 bilhões na OpenAI, criadora do ChatGPT, em uma aposta do líder Masayoshi Son na IA, buscando valuation de US$ 830 bilhões.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
28 de janeiro, 2026 · 11:07 3 min de leitura
(Imagem: Melnikov Dmitriy/Shutterstock)
(Imagem: Melnikov Dmitriy/Shutterstock)

O SoftBank, gigante de investimentos do Japão, está em conversas avançadas para injetar mais US$ 30 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 156 bilhões) na OpenAI, a empresa por trás do fenômeno ChatGPT. A notícia foi divulgada pelo Wall Street Journal e mostra o tamanho da ambição. Esse valor faz parte de uma meta ainda maior da startup de inteligência artificial, que busca arrecadar US$ 100 bilhões (R$ 519 bilhões) de diversos investidores, o que catapultaria seu valor de mercado para incríveis US$ 830 bilhões (mais de R$ 4,3 trilhões).

A aposta total de Masayoshi Son na inteligência artificial

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Essa jogada impressionante revela a estratégia de Masayoshi Son, o líder do SoftBank: apostar todas as fichas na inteligência artificial (IA). Para ele, a IA não é apenas uma área promissora, mas o futuro de diversas tecnologias. Se esse novo investimento se concretizar, o grupo japonês, que já detém uma fatia na OpenAI, aumentará significativamente sua participação. Vale lembrar que o SoftBank já havia feito um aporte de US$ 22,5 bilhões (R$ 117 bilhões) em dezembro de 2025 para adquirir 11% das ações da empresa.

Para conseguir o montante necessário para essa megaparceria, o SoftBank está reestruturando seu portfólio. A empresa vendeu, por exemplo, suas ações na fabricante de chips Nvidia por US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) e interrompeu negociações para comprar a Switch, uma empresa de data centers. A intenção clara de Son é concentrar recursos e energias para integrar a inteligência artificial em todo tipo de dispositivo e serviço.

Por que a OpenAI precisa de tanto dinheiro?

Uma quantia tão gigantesca de dinheiro é fundamental para a OpenAI. O motivo é simples: treinar e manter sistemas de inteligência artificial de ponta, como os que alimentam o ChatGPT, é um processo extremamente caro. Exige um poder computacional gigantesco, acesso a vastos volumes de dados e uma equipe de pesquisadores de elite.

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O próprio CEO da OpenAI, Sam Altman, tem viajado pelo Oriente Médio, buscando novos investidores para garantir esse fôlego financeiro. Essa injeção de capital é vital para a empresa continuar a competir de igual para igual com gigantes da tecnologia como o Google, que também investem pesado em IA e possuem recursos quase ilimitados.

Os riscos de uma aposta tão grande

Apesar do potencial de retorno, especialistas do mercado alertam para os riscos envolvidos em concentrar tantos recursos em uma única empresa. Se o investimento de US$ 30 bilhões se concretizar, a OpenAI pode se tornar o maior ativo do SoftBank, representando mais de 30% de todo o seu valor.

“Essa dependência excessiva de um só negócio pode prejudicar a nota de crédito e a confiança financeira do conglomerado”, disseram agências de risco. Isso significa que, caso a OpenAI enfrente problemas no futuro, o SoftBank poderia ser seriamente impactado, o que acende um alerta para a saúde financeira do grupo japonês.

Apesar das ressalvas, a movimentação mostra a confiança inabalável de Masayoshi Son na capacidade da inteligência artificial de remodelar o mundo, mesmo que isso signifique fazer apostas audaciosas.

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