A Bahia voltou a pegar a estrada do forró. Os festejos juninos deste ano abrangem 282 municípios do estado, com programação que mistura quadrilhas, shows de artistas nacionais, gastronomia típica e muito forró pé de serra — do litoral ao sertão profundo. A festa une cultura, turismo e economia numa das maiores mobilizações do calendário nordestino.
Os números do São João anterior dão a dimensão do que está em jogo: mais de 1,8 milhão de turistas visitaram o estado durante o período junino, movimentando aproximadamente R$ 2,3 bilhões na economia. Para a edição atual, a expectativa é superar esses registros. O governo projeta que a economia seja estimulada em mais de R$ 3 bilhões, além da geração de emprego e renda.
O lançamento oficial do São João da Bahia 2026 teve um significado especial para quem mora no Vale do São Francisco: o governador Jerônimo Rodrigues escolheu Paulo Afonso como palco do anúncio, reafirmando a importância do interior do estado para os festejos. Para garantir a realização dos festejos, o Governo da Bahia destinou mais de R$ 146 milhões por meio dos editais do projeto São João da Bahia e Demais Festejos Juninos 2026.
Entre os destinos mais procurados para curtir os festejos juninos estão Amargosa, Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim e Irecê, municípios que investem em grades artísticas de peso para atrair público de todo o país. Senhor do Bonfim, Amargosa, Cruz das Almas e Ibicuí são exemplos de cidades que atraem um grande fluxo de pessoas, aquecendo o turismo e o comércio local.
Cruz das Almas é uma das cidades mais tradicionais do estado em se tratando de festas juninas e, nos últimos anos, passou a bater recordes de público, com a cidade recebendo aproximadamente meio milhão de pessoas ao longo dos festejos. Já Senhor do Bonfim, conhecida como a "Capital Baiana do Forró", costuma reunir mais de 100 atrações durante os dias de festa. Em Ibicuí, a festa junina é de tamanha envergadura que anualmente a cidade recebe aproximadamente 30 mil visitantes nesse período, praticamente o dobro da sua população.
A estrutura montada pelo estado vai além dos palcos. Para garantir mais segurança para baianos e turistas durante os festejos, são empregados 12 mil policiais e bombeiros durante a Operação São João. Mais de 2 mil quilômetros de rodovias passam por serviços de roçagem, sinalização e manutenção para garantir o fluxo de quem pega a estrada. A nova rodoviária em Salvador funciona como ponto de partida e chegada para os destinos juninos, com estradas preparadas para quem vai seguir viagem.
De acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a folia junina gera cerca de R$ 2 bilhões por ano apenas no Nordeste, com a Bahia alcançando uma média de 30% da receita anual de pequenos comerciantes do interior neste período. Para quem ainda está planejando a viagem, o conselho é se antecipar na reserva de hospedagem nas cidades mais concorridas — a procura costuma superar a oferta de leitos nas semanas centrais dos festejos.
Com programação espalhada por diferentes regiões, os eventos prometem reunir milhares de pessoas entre moradores e turistas em celebrações marcadas por muito forró, cultura popular e tradição nordestina. Quem mora em Paulo Afonso e no Vale do São Francisco tem ainda a vantagem da proximidade com cidades como Senhor do Bonfim, que fica a pouco mais de duas horas de carro — distância curta para quem quer viver o melhor do São João baiano.







