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Polícia

Menino que não queria ir com o pai é encontrado morto em Palmas

Vídeo mostra resistência da criança dias antes; pai e madrasta foram presos após laudo apontar violência.

Redação ChicoSabeTudo
06 de agosto, 2026 · 11:39 2 min de leitura
Menino que não queria ir com o pai é encontrado morto em Palmas

Dias antes de morrer, o menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, apareceu em um vídeo resistindo a ir para a casa do pai. Na segunda-feira (3), a criança foi encontrada sem vida na residência onde morava com o pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a companheira dele, Kathellen Moreira, na região norte de Palmas (TO). Na madrugada desta quinta-feira (6), os dois foram presos suspeitos de envolvimento na morte do menino.

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Segundo apurado durante a investigação, a mãe de Gustavo já havia relatado episódios em que o filho retornava machucado das visitas ao pai. O vídeo gravado dias antes da morte reforçou, aos olhos dos investigadores, a suspeita de que o ambiente não era seguro para a criança.

O próprio pai procurou a polícia na tarde de segunda-feira (3) para comunicar a morte do filho. Segundo o relato dele, o menino teria se afogado na piscina de casa no domingo (2), recebido socorro no local e sido encontrado sem sinais vitais na manhã seguinte. Ele alegou abalo emocional para justificar por que só acionou a polícia horas depois.

Essa versão, porém, não se confirmou. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou a hipótese de afogamento e apontou que o menino morreu em decorrência de múltiplas agressões físicas e de indícios de violência sexual. Foi esse resultado que levou a Polícia Civil a tratar o caso como homicídio e abrir inquérito para apurar o que realmente aconteceu.

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Com o avanço das investigações, o delegado responsável pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas pediu à Justiça, na quarta-feira (5), a prisão preventiva do pai e da madrasta. Os mandados foram cumpridos horas depois, na casa de um amigo do advogado, onde o casal estava hospedado. Ao perceberem a aproximação da polícia, os dois acionaram a defesa e se apresentaram para o cumprimento da prisão.

Igor Gustavo é uma figura conhecida na advocacia local: já presidiu o Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO) e foi suspenso cautelarmente pela entidade logo após a prisão. O caso também reabriu uma denúncia de 2023, quando ele foi acusado de ameaçar a mãe da criança durante uma disputa pela guarda do filho.

A investigação segue sob responsabilidade da DHPP de Palmas, que agora ouve familiares e testemunhas para reconstruir o que aconteceu dentro de casa. Até a publicação desta matéria, a defesa do casal não havia se manifestado sobre os novos desdobramentos do caso.

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