O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fiscalizou cerca de 30 áreas na zona rural de Jeremoabo, no semiárido baiano, em mais uma etapa da Operação Mandacaru. A ação tem como alvo o desmatamento ilegal na Caatinga e resultou em multas que, em alguns casos, ultrapassam R$ 300 mil.
Segundo o coordenador da operação, Vinícius Marque, Jeremoabo foi escolhida como base estratégica das equipes de fiscalização por sua localização em relação aos municípios atendidos pela ação. O trabalho começa com monitoramento via imagens de satélite; depois, equipes vão a campo para confirmar os danos e identificar os responsáveis.
Não houve prisões em flagrante, mas diversas autuações foram aplicadas. De acordo com o coordenador, a legislação prevê multa de R$ 1 mil por hectare desmatado fora da reserva legal e de R$ 5 mil por hectare quando a supressão ocorre dentro da reserva legal — valor que pode ultrapassar R$ 300 mil a depender da extensão da área. As propriedades autuadas também tiveram o uso econômico embargado, medida que impede novas atividades no local até a recuperação da vegetação.
O Ibama reforça que proprietários rurais devem procurar previamente o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para solicitar a Autorização de Supressão de Vegetação (ASV) antes de qualquer intervenção em área de Caatinga nativa.
Iniciada na segunda quinzena de julho, essa etapa da Operação Mandacaru também fiscalizou os municípios de Cícero Dantas, Novo Triunfo e Euclides da Cunha. Jeremoabo já havia sido alvo de uma fase anterior da operação, em 2025, quando o Ibama lavrou dezenas de autos de infração e aplicou milhões em multas na região.
Após a emissão dos autos de infração, os responsáveis serão notificados para apresentar defesa administrativa junto ao Ibama, sem prejuízo da responsabilização prevista na legislação ambiental.







