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Internet vira tela principal na Copa: digital já supera TV aberta no consumo esportivo do brasileiro

Pesquisa com 30 mil pessoas aponta que 73% dos brasileiros acompanham esportes por plataformas digitais, enquanto o YouTube quebra recordes mundiais com a CazéTV na Copa 2026.

Redação ChicoSabeTudo
29 de junho, 2026 · 07:17 3 min de leitura
Torcedor assistindo jogo da Copa do Mundo pelo celular com a CazéTV no YouTube
Torcedor assistindo jogo da Copa do Mundo pelo celular com a CazéTV no YouTube

Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, a internet tomou o lugar da TV aberta como principal tela do torcedor brasileiro. Não é impressão — é dado. Uma pesquisa da TIM Ads com 30 mil brasileiros revelou que plataformas de vídeo, streaming e redes sociais concentram 73% das menções do público no consumo de conteúdo esportivo, contra 33% da TV aberta.

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O YouTube lidera a preferência entre as plataformas digitais, com 30% das citações, seguido pelas redes sociais, com 27%, e pelos serviços de streaming, com 16%. A TV por assinatura aparece com 22%.

A mudança é impulsionada principalmente pelas gerações mais jovens: 65% dos entrevistados têm até 34 anos, evidenciando o caráter geracional da migração do consumo esportivo para o digital. A transformação que se desenhava há anos ganhou força total no Mundial de 2026.

O símbolo mais evidente dessa virada tem nome e canal: a CazéTV. O canal é o único no Brasil com direitos para transmitir todas as 104 partidas do torneio realizado nos Estados Unidos, México e Canadá — e de graça, pelo YouTube. A Copa do Mundo de 2026 vem reescrevendo a história das transmissões esportivas na internet. A CazéTV bateu o próprio recorde e registrou a live mais assistida da história do YouTube durante a partida entre Brasil e Escócia, com mais de 18,6 milhões de espectadores simultâneos.

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Na estreia do Brasil contra Marrocos, a transmissão havia alcançado cerca de 12,7 milhões de espectadores simultâneos. Uma semana depois, durante a vitória sobre o Haiti, o canal elevou a marca para 16,1 milhões. O canal ocupa a liderança global de audiência no YouTube e detém 11 das 15 maiores transmissões da história da plataforma.

Mas os números globais se refletem também no dia a dia de torcedores comuns. Segundo informações divulgadas pelo portal CadaMinuto, o servidor público João Carlos, apaixonado por futebol desde a infância, já tinha o YouTube como rotina antes da Copa. Ele só abriu uma exceção para o torneio por causa do delay: a vizinhança grita gol até 12 segundos antes da imagem chegar na tela do celular. Fora esse detalhe, o veredicto dele é claro — narradores, comentaristas e a dinâmica geral do streaming são superiores ao modelo engessado da TV aberta.

Outro relato publicado pelo mesmo veículo é de pai e filho que acompanham toda a Copa pelo YouTube. A motivação foi a cobertura completa: no digital, todos os 104 jogos estão disponíveis ao vivo, sem depender de grade de programação. A qualidade dos comentaristas e das análises também surpreendeu positivamente os dois.

O interesse do brasileiro pela Copa, com jogos transmitidos em variados aplicativos, levou a uma alta nunca antes vista no consumo de internet. Um data center no Rio de Janeiro registrou pico de 951,89 Gb/s de trânsito de dados durante o segundo gol de Vini Jr. no jogo contra a Escócia.

Outro destaque da pesquisa TIM Ads é a força das transmissões ao vivo: 58% dos brasileiros acompanham eventos esportivos ao menos uma vez por semana, enquanto 31% assistem quase diariamente. O futebol permanece como principal motor de audiência, citado por 44% dos participantes.

O que os dados e os depoimentos mostram juntos é que a mudança não é só tecnológica — é cultural. A tela mudou, o horário mudou, o narrador mudou. O futebol é o mesmo, mas a forma de viver ele nunca mais será a mesma.

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