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Adagro estende prazo cadastral de rebanhos até 30 de junho após baixa adesão em Pernambuco

Com índices de participação abaixo do esperado, agência amplia o prazo da primeira etapa da campanha obrigatória; quem não regularizar perde acesso à GTA e ao crédito rural.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
01 de junho, 2026 · 13:35 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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Produtores rurais de Pernambuco ganharam mais tempo para regularizar o cadastro de rebanhos e propriedades, mas o alerta é sério: quem deixar passar o novo prazo vai enfrentar consequências que travam o dia a dia da criação. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado (Adagro) prorrogou até o dia 30 de junho de 2026 o encerramento da primeira etapa da Campanha de Atualização Cadastral, segundo informações divulgadas pela agência. A decisão veio depois que os índices registrados ficaram abaixo da média esperada.

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A campanha, criada pela Portaria Adagro nº 065 de outubro de 2024, ocorre duas vezes ao ano, nos meses de maio e novembro. A primeira etapa de 2026 havia sido lançada em 1º de maio e exige que produtores rurais atualizem, de forma obrigatória, os dados dos rebanhos e das propriedades, seja presencialmente em um dos 162 escritórios da agência ou pela internet, para quem já possui cadastro regularizado.

O estado tem dimensão considerável no setor: de acordo com dados do Siapec, Pernambuco conta com 218,9 mil propriedades rurais e 259 mil produtores cadastrados. Os maiores rebanhos são de ovinos (3,5 milhões de animais), caprinos (3 milhões) e bovinos (2,63 milhões de cabeças), além de equinos, suínos e aves. A pulverização de criadores por todo o sertão e agreste ajuda a explicar o desafio de mobilização.

Um dos pontos críticos é justamente a participação de criadores de pequenos animais. Ainda tem sido um desafio para a Adagro aumentar os índices de atualização cadastral dos rebanhos de caprinos, ovinos e suínos, que ainda apresentam baixos índices. Para a região do São Francisco — onde esses rebanhos são economicamente relevantes —, a atualização é especialmente importante para garantir o trânsito legal dos animais entre municípios e estados.

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Na hora do cadastro, o produtor precisa informar a quantidade atual de todos os animais sob sua responsabilidade, detalhando nascimentos e mortes desde a última campanha, por espécie, sexo e faixa etária. Devem ser atualizadas as informações de bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equídeos, aves comerciais e de subsistência, animais aquáticos e abelhas. Um dos requisitos é a comprovação da localização da propriedade rural com coordenadas geográficas, o que vai permitir maior precisão no controle sanitário e facilitar a chegada das equipes de fiscais em caso de suspeitas de doenças.

A atualização ganhou peso extra depois de uma conquista recente: Pernambuco e o Brasil conquistaram em 2025 o reconhecimento internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Manter os dados atualizados é fundamental para preservar esse status sanitário e garantir segurança ao setor agropecuário.

Para quem não cumprir o novo prazo, as consequências são concretas. Quem não realizar o procedimento terá o cadastro bloqueado, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), além de poder sofrer sanções como advertências, multas e restrições ao acesso a crédito rural. Sem a GTA, fica inviável transportar ou comercializar os animais legalmente.

O atendimento presencial acontece em qualquer um dos 162 escritórios da Adagro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Quem já tem cadastro regularizado e senha ativa pode fazer a atualização online pelo Sistema de Integração Agropecuária, no endereço www.siapec3.adagro.pe.gov.br. Dúvidas sobre geolocalização da propriedade podem ser esclarecidas diretamente com os fiscais e assistentes nos escritórios da agência. O prazo final, segundo a Adagro, não deve ser ignorado: 30 de junho de 2026.

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