Um grupo suspeito de aplicar um golpe contra um casal e fraudar a titularidade de um terreno avaliado em R$ 4,5 milhões em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco, foi alvo de operação policial nesta quarta-feira (22). A ação foi batizada de Operação Escritura Fina.
Segundo informações divulgadas pelo G1 Pernambuco, as investigações apontam que os suspeitos conseguiram alterar de forma fraudulenta a documentação do imóvel, retirando o casal da titularidade da propriedade. A área fica em Porto de Galinhas, um dos destinos turísticos mais valorizados do Nordeste brasileiro, o que explica o alto valor atribuído ao terreno.
A operação foi deflagrada para cumprir medidas judiciais contra os envolvidos no esquema. O nome escolhido para a ação — Escritura Fina — faz referência direta ao método utilizado pelos suspeitos: a manipulação de documentos cartorários para consumar o golpe imobiliário.
Fraudes envolvendo escrituras e transferências irregulares de imóveis são um problema recorrente no Brasil, especialmente em áreas de alto valor comercial. Investigações semelhantes já foram deflagradas em outros estados, como Rio de Janeiro, Distrito Federal e Santa Catarina, sempre com o mesmo padrão: falsificação de documentos para viabilizar a transferência ilegal de propriedades milionárias.
Porto de Galinhas, localizada no município de Ipojuca, é conhecida por suas piscinas naturais e praias premiadas, o que torna os imóveis da região altamente disputados e valorizados. Terrenos na área podem facilmente atingir valores na casa dos milhões de reais, tornando o local um alvo atraente para quadrilhas especializadas em fraudes imobiliárias.
Segundo informações divulgadas pelo G1 Pernambuco, as vítimas do esquema são um casal que teria sido lesado pela ação do grupo investigado. A operação integra esforços das autoridades de segurança pública de Pernambuco no combate a crimes patrimoniais sofisticados.
Até o momento da publicação desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o número de presos ou de mandados cumpridos durante a operação. O caso segue sob investigação.







