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Saúde

Wegovy no SUS? Hospitais desmentem acordo para distribuir a 'caneta de emagrecer'

Fabricante do remédio anunciou projeto piloto, mas unidades de saúde afirmam que não há contrato para fornecer o medicamento à população.

Redação ChicoSabeTudo
13 de março, 2026 · 16:13 1 min de leitura

A história de que a famosa caneta de emagrecer Wegovy chegaria ao SUS não é bem assim. Dois grandes hospitais públicos, um no Rio de Janeiro e outro em Porto Alegre, negaram que exista um acordo fechado com a empresa farmacêutica Novo Nordisk para distribuir o remédio.

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A confusão começou quando a fabricante citou as unidades de saúde como parceiras em um projeto para tratar obesidade grave na rede pública. Porém, os hospitais esclareceram que, por enquanto, não há nada assinado para o fornecimento do medicamento.

Segundo os hospitais, qualquer compra de remédio para o SUS precisa seguir regras rígidas, como a licitação. Não é possível fazer uma parceria direta. A própria empresa depois admitiu que, no momento, existem apenas "tratativas", ou seja, conversas iniciais.

No Rio de Janeiro, o único acordo que existe hoje com a farmacêutica é para o descarte correto das canetas e embalagens já utilizadas. É um termo de cooperação para reciclagem, sem nenhuma relação com a entrega do princípio ativo para os pacientes.

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O maior obstáculo para a chegada do Wegovy na rede pública é o preço. O Ministério da Saúde já avaliou o medicamento e não recomendou a compra por causa do custo altíssimo, que poderia chegar a R$ 6 bilhões em cinco anos para os cofres públicos.

A intenção da Novo Nordisk com o projeto piloto é justamente provar que o investimento no tratamento agora pode reduzir gastos futuros do governo com doenças causadas pela obesidade. Mas, até que isso se prove e a burocracia seja vencida, a caneta continua disponível apenas para quem pode pagar.

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