Acabou o tempo de rodar com um doente em uma ambulância batendo de porta em porta nos hospitais. Hoje, um sistema chamado Regulação é quem organiza a fila do SUS na Bahia, decidindo para onde cada paciente vai e quem tem prioridade no atendimento.
Mas como essa escolha é feita? Médicos analisam cada caso com base na gravidade. Eles usam critérios internacionais, como o Protocolo de Manchester, que classifica a urgência por cores: vermelho para emergência, laranja para muito urgente, e assim por diante. Quem está em maior risco, passa na frente.
Essa ferramenta não é nova. Na Bahia, a Central de Regulação começou a funcionar em 2003, em plena quinta-feira de Carnaval em Salvador. O médico Paulo de Tarso, um dos responsáveis pela implantação, conta que o projeto começou pequeno, apenas com algumas emergências.
Com o tempo, o sistema cresceu. Hoje, a regulação não cuida só das vagas de emergência, mas também organiza a transferência de pacientes entre hospitais. Se alguém precisa de um especialista ou equipamento que não tem na unidade onde está, a central busca uma vaga no local certo.
O objetivo é simples: garantir que o acesso à saúde seja mais justo e organizado. Em vez de depender da sorte para encontrar um leito, o sistema direciona o paciente para a unidade de saúde que realmente pode resolver o seu problema, de acordo com a necessidade de cada um.







