Sentir as pernas pesadas, ardendo, cansadas ou inchadas ao final do dia pode ser mais do que reflexo de uma jornada puxada. Esses sintomas costumam indicar que o sangue está enfrentando dificuldade para retornar das pernas até o coração, um quadro conhecido como insuficiência venosa.
O alerta chama atenção porque o problema não depende da presença de varizes visíveis para se manifestar. Especialistas apontam que o desconforto, a queimação, a coceira, as cãibras e a sensação de peso podem aparecer antes de qualquer veia saltada ficar aparente na pele.
Esse represamento de sangue nas partes mais baixas das pernas é o que gera a pressão extra e os sintomas característicos do problema, que tendem a se acentuar com o passar das horas.
O inchaço costuma se agravar justamente no fim da tarde ou da noite, já que o corpo passa o dia todo tentando levar o sangue de volta ao coração enquanto a pessoa permanece em pé ou sentada. Durante o repouso noturno, com as pernas na horizontal, essa dificuldade diminui e o inchaço tende a regredir.
Segundo levantamentos citados por especialistas da área vascular, o problema é bastante frequente na população. Estima-se que metade das pessoas já tenha sentido as pernas pesadas ou cansadas em algum momento, o que reforça a importância de não tratar esse sintoma como algo passageiro ou puramente estético.
Sem o diagnóstico e tratamento adequados, o quadro pode evoluir. O problema pode se agravar com mais dor, inchaço, alterações na pele e varizes mais visíveis, dificultando o controle nas fases seguintes da doença.
Entre as medidas recomendadas para aliviar os sintomas e evitar a progressão estão práticas simples do dia a dia. Manter as pernas apoiadas em um ponto mais alto que o coração por cerca de meia hora costuma favorecer o retorno do sangue, assim como o uso de meias de compressão para reduzir o inchaço.
Evitar longos períodos parado na mesma posição, seja em pé ou sentado, também integra a lista de cuidados indicados por médicos vasculares para reduzir o acúmulo de sangue nas pernas. Diante da persistência dos sintomas, a orientação é buscar avaliação com angiologista ou cirurgião vascular, já que apenas o exame clínico pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.







