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Saúde

Chikungunya dispara e chega a 9.990 casos na Bahia em 2026

Bahia teve 9.990 casos prováveis até 15 de setembro; doença chegou a 201 municípios e causou duas mortes confirmadas

Redação ChicoSabeTudo
22 de setembro, 2026 · 08:56 3 min de leitura

A Bahia registrou 9.990 casos prováveis de chikungunya entre janeiro e 15 de setembro de 2026. O número representa alta de 364,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 2.149 casos no estado.

Duas mortes por chikungunya foram confirmadas entre os casos registrados neste ano. Ao todo, 201 municípios baianos notificaram ocorrências da doença, e 22 deles tiveram incidência acima de 100 casos por 100 mil habitantes.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika, e circula atualmente na Bahia junto com essas duas doenças. Segundo o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, o calor combinado com água parada favorece a reprodução do inseto.

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"Normalmente, a chegada das estações mais quentes, como a primavera e o verão, já cria condições típicas para a reprodução dos mosquitos, mas esse cenário fica ainda pior com o El Niño", afirmou o infectologista.

Enquanto a chikungunya avança, a dengue apresentou queda no estado. Os casos prováveis passaram de 27.894 em 2025 para 23.285 em 2026, redução de 16,5%. Ainda assim, 12 mortes por dengue foram registradas no período. Já a zika teve leve alta, de 252 para 260 casos prováveis, variação de 3,2%.

O Ministério da Saúde orienta estados e municípios a reforçarem as ações de prevenção contra as arboviroses. Entre as recomendações estão manter reservatórios de água, como caixas d'água e baldes, bem vedados, fazer manutenção de piscinas e eliminar água parada em pneus, garrafas, tampinhas, latas e vasos de plantas.

Os três vírus provocam sintomas parecidos, mas com diferenças. A dengue costuma causar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos e manchas na pele. A zika provoca febre baixa, manchas vermelhas, coceira, olhos vermelhos e dores no corpo. Já a chikungunya se destaca por dores intensas nas articulações, além de febre alta, dor de cabeça, fadiga e manchas na pele.

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Claudilson Bastos recomenda que, diante desses sintomas, a pessoa procure uma unidade de saúde. "Ao aparecer esses sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para identificar a doença e iniciar o tratamento mais adequado", disse. Ele também recomenda a vacinação contra a dengue, disponível na rede pública para grupos prioritários e na rede privada para pessoas de 4 a 60 anos.

Para ajudar no diagnóstico, o Sabin desenvolveu um exame que identifica seis vírus transmitidos pelo Aedes aegypti a partir de uma única amostra de sangue. O teste usa a técnica de PCR e pode detectar o material genético viral desde o primeiro dia de febre até cinco dias após o início dos sintomas. O exame está disponível em unidades do Sabin em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, além do atendimento móvel VEM Sabin. O agendamento pode ser feito pelo site sabin.com.br/agendamentos ou pelo WhatsApp (61) 4004-8002.

Em 21 de julho de 2026, o Ministério da Saúde alertou para a possibilidade de aumento de casos de arboviroses no país entre 2026 e 2027, associando o risco ao fenômeno El Niño e recomendando atenção dos gestores para os primeiros meses de 2027.

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