A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em cinco estados brasileiros. Segundo o boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (29), Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sergipe apresentam níveis de alerta ou risco, acompanhados de tendência de crescimento dos casos.
O levantamento considera dados da semana epidemiológica de 18 a 24 de outubro e aponta a circulação de diferentes vírus respiratórios, incluindo o coronavírus, o rinovírus e o metapneumovírus.
Em Sergipe, estado vizinho à Bahia, o crescimento está associado principalmente ao metapneumovírus, especialmente entre crianças pequenas. A Fiocruz também identificou aumento de casos graves relacionados a esse vírus na Bahia e em Pernambuco, embora esses dois estados não estejam entre os cinco classificados com alerta ou risco e tendência de crescimento geral.
Já em Mato Grosso, o aumento está relacionado principalmente à Covid-19. Em Mato Grosso do Sul, a alta envolve tanto o coronavírus quanto o rinovírus. No Amapá e no Maranhão, os dados laboratoriais ainda são insuficientes para identificar os agentes responsáveis pelo crescimento dos casos.
O boletim também aponta que Roraima e Santa Catarina apresentam níveis de atenção, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição que pode provocar dificuldade intensa para respirar e exigir hospitalização. Crianças pequenas, idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações merecem atenção especial.
A Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação atualizada, especialmente contra a Covid-19, além de adotar medidas preventivas, como higienizar frequentemente as mãos, utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios e evitar contato próximo com outras pessoas durante o período de transmissão.
Apesar do aumento identificado em algumas regiões, os casos graves de Covid-19 permanecem em níveis relativamente baixos no país. O monitoramento epidemiológico continua sendo fundamental para acompanhar a circulação dos vírus e prevenir agravamentos.







