O consumo regular de café foi associado a níveis mais baixos das enzimas hepáticas ALT e AST em estudos observacionais. A relação, porém, não demonstra que a bebida seja a causa da diferença nem que trate a gordura no fígado.
Uma meta-análise de 19 estudos observacionais, com 222.067 participantes, encontrou associação entre maior consumo de café e menores níveis de ALT e AST. Esses resultados podem refletir também diferenças de alimentação, peso, atividade física, consumo de álcool e outras características dos participantes.
Nos ensaios clínicos reunidos em outra revisão, não houve redução significativa de ALT, AST ou GGT associada ao consumo de café. Assim, a evidência disponível não permite usar a bebida para tentar normalizar esses exames.
ALT (TGP) e AST (TGO) ajudam a investigar a saúde do fígado, mas não mostram sozinhas todas as alterações do órgão. Pessoas podem ter gordura no fígado mesmo com algumas enzimas dentro dos valores de referência; a interpretação depende do quadro clínico e, quando indicado, de exames de imagem.
Alterações persistentes em ALT, AST ou GGT devem ser avaliadas por um médico. Aumentar o consumo de café por conta própria pode atrasar a investigação da causa. Para quem já consome a bebida e a tolera, os estudos não dão base para aumentar a ingestão com o objetivo de alterar exames hepáticos.







