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Pediatra da Sesau alerta: Teste do Pezinho precisa ser feito nos primeiros cinco dias de vida do bebê

A especialista Sirmani Frazão orienta pais e responsáveis sobre o prazo, onde realizar o exame e o que acontece quando o resultado apresenta alteração.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
08 de junho, 2026 · 11:08 3 min de leitura
Profissional de saúde realizando a coleta do Teste do Pezinho em recém-nascido
Profissional de saúde realizando a coleta do Teste do Pezinho em recém-nascido

Uma picada rápida no calcanhar do recém-nascido pode mudar toda a trajetória de vida de uma criança. É com essa mensagem que a pediatra Sirmani Frazão, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), reforça a importância do Teste do Pezinho neste Dia Nacional do exame, celebrado em 6 de junho.

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A data não foi escolhida por acaso. O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), popularmente conhecido como Teste do Pezinho, foi instituído pelo Ministério da Saúde em 6 de junho de 2001 — e por isso essa data foi decretada como o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Em 2026, a triagem neonatal completa 25 anos no Brasil.

Segundo Sirmani Frazão, o exame permite identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas e hereditárias que, na maioria das vezes, não apresentam nenhum sintoma visível nos primeiros dias de vida. A grande relevância do Teste do Pezinho está justamente na possibilidade de identificar essas condições antes que as sequelas comecem a se instalar, o que torna possível diminuir e até impedir complicações irreversíveis e evitar a mortalidade.

A pediatra da Sesau orienta que o exame deve ser realizado preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. O Ministério da Saúde recomenda que o período de coleta da primeira amostra esteja compreendido entre 48 horas após o parto até o 5º dia de vida. Quando a criança ainda está internada na maternidade, a coleta pode ser feita no próprio hospital. Se já tiver recebido alta, os pais devem procurar uma Unidade Básica de Saúde.

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A triagem neonatal biológica é um direito de todos os recém-nascidos vivos, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, e deve ser realizada em todo o território nacional — sendo dever do Estado prover o acesso ao exame. O teste é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa cobre atualmente sete doenças. O Programa Nacional de Triagem Neonatal já inclui fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Entre 2023 e 2025, o SUS realizou 6,13 milhões de testes no Brasil, sendo cerca de 427 mil somente na Bahia. O Ministério da Saúde regulamentou a ampliação do teste, permitindo que estados e municípios aumentem o número de doenças rastreadas.

A pediatra da Sesau chama atenção para um ponto que gera dúvida entre muitos pais: o Teste do Pezinho é uma triagem, não um diagnóstico definitivo. Um resultado alterado não significa necessariamente que o bebê tem a doença. Quando há alguma alteração, inicia-se a chamada busca ativa, em que a equipe de saúde entra rapidamente em contato com a família para repetir o exame ou realizar testes confirmatórios. Nos casos confirmados, a criança é encaminhada para os Serviços de Referência em Triagem Neonatal (SRTN).

E quando o exame não é feito no prazo? Crianças que não realizaram o Teste do Pezinho no período neonatal — que vai até o 28º dia de vida — devem ser avaliadas pelo serviço médico para orientação e investigação diagnóstica específica. A detecção é considerada tardia, mas o acesso ao tratamento especializado continua sendo fundamental para reduzir os impactos das doenças.

Apesar de ser considerado um dos exames mais importantes para garantir diagnóstico precoce, o Teste do Pezinho ainda enfrenta desafios no Brasil. A Lei nº 14.154/2021, que prevê a ampliação da triagem neonatal para incluir mais enfermidades, permanece sem plena implementação. Enquanto alguns estados iniciaram a expansão de forma isolada, especialistas alertam para a falta de um planejamento nacional estruturado, o que gera desigualdade no acesso.

Para a pediatra Sirmani Frazão, a mensagem é direta: o exame é simples, rápido e gratuito. O que não pode faltar é a atenção dos pais ao prazo. Garantir o Teste do Pezinho nos primeiros dias de vida é um dos gestos mais importantes que uma família pode fazer pelo futuro do bebê.

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