A maconha, uma das substâncias psicoativas mais consumidas no mundo, levanta debates sobre seu potencial viciante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 1 e 2 a cada 10 usuários podem desenvolver dependência, e para aqueles que usam diariamente, essa chance aumenta de 25% a 50%.
Pesquisas recentes mostram que a maconha é amplamente utilizada no Brasil, com 64,6% dos entrevistados em um estudo de 2021 afirmando ser usuários frequentes. Um levantamento de 2023 indica que 20% dos brasileiros já experimentaram a substância, com 5% admitindo uso atual.
O impacto da Cannabis no cérebro pode levar ao desenvolvimento de comportamentos de dependência, especialmente em jovens, onde o córtex pré-frontal ainda está em formação. O uso recorrente pode gerar tolerância, onde doses maiores são necessárias para alcançar os mesmos efeitos, enquanto as experiências iniciais de prazer e euforia podem se transformar em ansiedade e outros distúrbios psicológicos.
Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland destaca que a Cannabis afeta a liberação de dopamina, neurotransmissor crucial para o prazer e a motivação. No entanto, o uso excessivo pode resultar na Síndrome Amotivacional, um transtorno que gera apatia e desinteresse por atividades anteriormente prazerosas.
Especialistas apontam que a transição do uso recreativo para diário pode ser um sinal de dependência. Para aqueles que apresentam transtorno por uso de Cannabis, são indicados caminhos como a redução gradual do consumo ou a interrupção total, acompanhados de suporte para lidar com sintomas de abstinência.







