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Hemoba aposta em forró e espírito de time para aquecer doações de sangue na Bahia em junho

Com shows de artistas nordestinos e uma campanha que compara cada doador a um jogador em campo, a fundação baiana enfrenta o período mais crítico do ano para os estoques de sangue.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
01 de junho, 2026 · 13:19 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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O mês de junho é, historicamente, o mais difícil para os bancos de sangue no Brasil. Na Bahia, a Fundação Hemoba decidiu enfrentar esse cenário com criatividade: a campanha deste ano do Junho Vermelho aposta na combinação entre o clima das festas juninas e o espírito coletivo do futebol para chamar a população às doações.

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A ação, desenvolvida pelo projeto Hemocentro Unidos do Instituto Pró-Hemo, tem como slogan "Doe sangue. É tradição que salva vidas" e conta com o cantor de forró Adelmario Coelho como padrinho. A campanha contará com apresentações de artistas nordestinos no Hemocentro Coordenador, em Salvador, ao longo do mês. Entre as atrações confirmadas estão os forrozeiros Del Feliz e Leo Estakazero, além do Coral Ecumênico da Bahia, segundo informações divulgadas pela Hemoba.

A ideia central é simples: cada doador de sangue é tratado como um jogador essencial dentro de um time que salva vidas. A campanha convida a população a "vestir a camisa da solidariedade e entrar em campo" — metáfora que dialoga tanto com a Copa do Mundo quanto com o forró das festas juninas, tradições que marcam o junho baiano.

O período é considerado crítico para os bancos de sangue. Fatores como o aumento de casos de infecções respiratórias, em razão do frio e das chuvas, e o maior número de viagens nas férias escolares e nas festas juninas contribuem para a queda nas doações. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por transfusões devido ao aumento de acidentes nas estradas e de queimaduras causadas por fogos de artifício.

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O ponto alto da campanha é o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. Há exatos 20 anos, a Assembleia Mundial da Saúde escolheu essa data para "agradecer" aos doadores de sangue, que salvam vidas em tratamentos e intervenções urgentes, como cirurgias complexas. Uma única doação pode ajudar até quatro pessoas em situações críticas.

Os números mostram que o esforço faz diferença, mas ainda há muito espaço para crescer. O índice de doação no Brasil está abaixo do recomendado: apenas cerca de 1,4% da população doa sangue com regularidade, enquanto a OMS estabelece como ideal ao menos 3%. Na Bahia, mesmo com o esforço do Junho Vermelho, a demanda das unidades hospitalares interferiu no nível de segurança do estoque de hemocomponentes.

Quem quiser contribuir pode comparecer às unidades fixas da Hemoba em Salvador. O Hemocentro Coordenador (sede da Hemoba), na Avenida Vasco da Gama, funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 18h30 e aos sábados das 7h30 às 16h30. Há ainda postos no Hospital do Subúrbio, Hospital Ana Nery, Hospital Roberto Santos e Hospital Santo Antônio (OSID), com horários variados. Para informações sobre os horários das 21 unidades de coleta no interior do estado, basta consultar o site da Hemoba: hemoba.ba.gov.br.

Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 kg e ter idade entre 16 e 69 anos. No dia da doação, o voluntário não pode estar em jejum, não deve ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores e não pode ter fumado por pelo menos duas horas antes do procedimento, além de ter dormido ao menos seis horas na noite anterior. É obrigatório apresentar documento com foto emitido por órgão oficial.

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