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Saúde

Bahia lidera internações infantis por armas de fogo em 2025

Estado reuniu quase um terço das hospitalizações brasileiras por acidentes desse tipo entre pessoas de até 14 anos

Redação ChicoSabeTudo
10 de setembro, 2026 · 08:01 2 min de leitura

A Bahia registrou 23 das 70 hospitalizações de crianças e adolescentes de até 14 anos envolvidas em acidentes com armas de fogo no Brasil em 2025. A participação baiana foi de 32,9% do total nacional, conforme levantamento da Aldeias Infantis SOS, elaborado com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, ligado ao DATASUS, do Ministério da Saúde.

O levantamento também contabilizou 5.456 internações por quedas entre crianças e adolescentes de até 14 anos na Bahia durante o mesmo ano. O número representou 55,6% das 9.806 hospitalizações por acidentes consideradas no estado. No país, as quedas lideraram esse tipo de internação, com 55.814 registros, equivalentes a 43,4% das 128.466 ocorrências analisadas.

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Nas categorias de acidentes avaliadas pela organização, a Bahia respondeu por 7,6% das hospitalizações registradas em todo o Brasil.

José Carlos Sturza de Moraes, Ponto Focal do Projeto Criança Segura da Aldeias Infantis SOS, afirmou que as quedas aparecem com frequência na rotina infantil e podem ocorrer em vários espaços. Segundo ele, os dados baianos mostram a necessidade de orientar famílias, acompanhar as crianças e adotar cuidados para reduzir riscos. "As quedas são um dos acidentes mais frequentes na infância e podem acontecer em diferentes ambientes, muitas vezes em situações cotidianas. Os dados da Bahia mostram a dimensão desse risco e reforçam a necessidade de combinar informação, supervisão e medidas de segurança para tornar os espaços mais protegidos para crianças e adolescentes", afirmou.

As queimaduras foram responsáveis por 1.608 internações na Bahia, o equivalente a 16,4% do total estadual. No levantamento nacional, essa causa representou 19,6% dos registros. Os acidentes de trânsito tiveram 943 hospitalizações no estado, ou 9,6% do total baiano. A proporção ficou abaixo da média brasileira, de 11,3%.

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A pesquisa também reuniu dados de mortes no Brasil em 2024, entre crianças e adolescentes de até 14 anos, em oito categorias de acidentes. Foram 3.341 óbitos. As sufocações somaram 1.039 mortes (31,1%), os acidentes de trânsito, 922 (27,6%), e os afogamentos, 850 (25,4%). As três causas representaram aproximadamente 84,1% do conjunto analisado.

Na divisão por idade, crianças de 1 a 4 anos tiveram 1.095 mortes, enquanto os menores de 1 ano registraram 930. Entre os óbitos por sufocação, 75% envolveram bebês.

A organização informou que trabalha com crianças e jovens sem cuidados parentais ou sob risco de perder esse atendimento. A entidade está presente em mais de 130 países e territórios e, no Brasil, realiza ações de fortalecimento familiar e defesa dos direitos da infância. José Carlos disse ainda que famílias, profissionais de saúde, gestores e outros responsáveis pela proteção infantil devem atuar juntos em campanhas e na criação de ambientes seguros. "A Aldeias Infantis SOS defende que famílias, profissionais de saúde, gestores públicos e demais atores envolvidos na proteção da infância atuem conjuntamente para engajar a sociedade em campanhas de conscientização e promover ambientes mais seguros e efetivamente protetores", disse.

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