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Polícia investiga suspeita de abuso contra crianças atribuída a homem que teve órgão genital decepado na Paraíba

Meninas de 8 e 10 anos são enteadas do investigado; Polícia Civil abriu inquérito e determinou depoimentos especiais, exames e perícia em áudios e vídeos relacionados ao caso.

Redação ChicoSabeTudo
09 de setembro, 2026 · 15:53 2 min de leitura
Polícia investiga suspeita de abuso contra crianças atribuída a homem que teve órgão genital decepado na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba instaurou um inquérito para investigar a suspeita de abuso sexual contra duas crianças, de 8 e 10 anos, em Campina Grande, no Agreste paraibano. O homem apontado na denúncia é padrasto das meninas e é o mesmo que foi encontrado amarrado e com o órgão genital decepado no último domingo (6).

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A investigação foi aberta após o pai das crianças registrar um boletim de ocorrência. Segundo o delegado Heitor Soares, responsável pela apuração, estão previstas oitivas dos responsáveis e a realização de depoimento especial das crianças, procedimento utilizado para preservar vítimas menores de idade durante investigações dessa natureza.

Áudios e vídeos relacionados ao caso também foram encaminhados para perícia, que deverá verificar a autenticidade e a integridade do material. As crianças serão submetidas ainda a exames no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol).

Conforme as informações repassadas à polícia, as suspeitas surgiram após relatos feitos pelas crianças à mãe no sábado (5). A investigação busca esclarecer as circunstâncias e verificar se os crimes denunciados realmente ocorreram. Até o momento, as acusações não foram comprovadas judicialmente.

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O caso ganhou repercussão após o homem, de 33 anos, ser encontrado na noite de domingo no bairro da Catingueira, com as mãos e os pés amarrados e apresentando intenso sangramento após ter o órgão genital decepado. A parte amputada não foi localizada.

A companheira dele, mãe das crianças, é apontada como suspeita da agressão. De acordo com o relato prestado pelo homem à Polícia Militar, ela teria utilizado como pretexto a prática de técnicas de amarração antes de imobilizá-lo. A mulher ainda não havia sido localizada pelas autoridades até as últimas informações divulgadas.

O homem recebeu alta do Hospital de Trauma de Campina Grande na terça-feira (8). A Polícia Civil informou que não houve prisão em flagrante e que não existia mandado de prisão contra ele, motivo pelo qual deixou a unidade hospitalar. Ele deverá ser ouvido no decorrer do inquérito para apresentar sua versão sobre as acusações.

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As investigações sobre os dois episódios seguem separadamente. Uma unidade policial apura as denúncias envolvendo as crianças, enquanto a agressão sofrida pelo homem é investigada pela delegacia responsável pela ocorrência.

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