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Saúde

AGU cobra ação do YouTube contra falsos médicos de IA no Brasil

Governo deu 72 horas para a plataforma remover conteúdos ou informar que foram produzidos por inteligência artificial

Redação ChicoSabeTudo
09 de setembro, 2026 · 12:51 2 min de leitura

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube na sexta-feira, 4 de setembro, para retirar do ar ou sinalizar vídeos que usam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde. A medida trata de conteúdos com informações falsas sobre tratamentos e curas e tem alcance nacional.

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O governo deu 72 horas para a plataforma agir. O YouTube foi procurado na terça-feira, 8, e informou que não iria se manifestar sobre o caso.

Segundo a AGU, os vídeos mostram personagens digitais que assumem uma suposta autoridade médica para promover promessas de cura e tratamentos sem comprovação científica. O programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, analisou 97 perfis desse tipo entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026.

Os conteúdos usavam avatares com aparência humana, apresentados como médicos ou especialistas, com qualificações profissionais fictícias. As publicações tinham linguagem considerada alarmista e, em parte dos casos, eram direcionadas a pessoas idosas. Alguns perfis também promoviam produtos, e-books ou serviços pagos.

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O Ministério da Saúde apontou riscos como automedicação, uso de terapias sem eficácia comprovada, atraso na busca por atendimento médico e interrupção de tratamentos.

A notificação determina a remoção dos vídeos quando isso for cabível. Caso a retirada não seja necessária, o YouTube deverá adotar rotulagem e contextualização para informar que o material foi produzido com inteligência artificial generativa. A AGU também pediu avaliação de outros canais e vídeos citados no relatório e medidas preventivas contra conteúdos semelhantes.

As informações foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina.

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"A iniciativa busca combater o uso de personagens artificiais que simulam autoridade médica para dar credibilidade a informações e promessas terapêuticas potencialmente prejudiciais", afirmou a AGU.

Em caso anterior, a AGU identificou 18 grupos e canais no Telegram que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes de vacinação falsificados. Após a notificação, o aplicativo removeu os grupos e canais e excluiu a conta de um usuário identificado na apuração.

De acordo com a AGU, notificações extrajudiciais desse tipo se relacionam ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas por conteúdos ilegais publicados por usuários. O entendimento foi firmado em junho de 2025, durante julgamento sobre o Marco Civil da Internet.

Não foi encontrada ocorrência específica em Paulo Afonso ou nos municípios da região relacionada a médicos criados por IA, vídeos investigados ou atuação local dos órgãos envolvidos.

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