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Anvisa proíbe lotes da Ypê com falhas graves: veja o que fazer se você tem os produtos em casa

Vigilância Sanitária alerta para riscos à saúde e orienta consumidores a suspenderem imediatamente o uso de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes com numeração de lote terminada em 1.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
23 de maio, 2026 · 13:57 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso, a comercialização e a distribuição de dezenas de produtos da marca Ypê cujos lotes têm numeração final 1. A medida está publicada na Resolução RE nº 1.834/2026 e vale para detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. No total, 23 itens foram incluídos na lista de restrição.

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A decisão foi tomada após inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo, entre os dias 27 e 30 de abril deste ano. Durante a fiscalização, foram detectadas 76 irregularidades, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

Um dos problemas centrais identificados é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A bactéria é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia. A Anvisa informou que havia 142 lotes de produtos nos estoques da Ypê com análises microbiológicas insatisfatórias.

Entre os produtos atingidos estão as linhas de detergente Ypê, o lava-roupas Tixan Ypê, e os desinfetantes Bak Ypê, Atol e Pinho Ypê. Somente os lotes terminados com o número 1 foram afetados pela determinação. A lista completa foi publicada no Diário Oficial da União.

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O que fazer se você tem o produto em casa

Aos consumidores que possuam os produtos objeto da medida, a orientação é a de que os itens sejam guardados adequadamente e que não sejam utilizados nem descartados até novas orientações da Anvisa. Caso o consumidor prefira, a Ypê seguirá realizando o ressarcimento dos produtos, conforme orientações disponíveis nos canais oficiais. O contato pode ser feito pelo SAC da empresa, no e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 1300 544.

O que diz a fiscalização local

Vigilâncias sanitárias de todo o país foram orientadas a agir de forma coordenada. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais devem intensificar o monitoramento do mercado e adotar as medidas necessárias para evitar a circulação dos lotes envolvidos. A orientação é que a fiscalização verifique apenas os produtos listados na resolução, sem ampliar as restrições para outros itens da marca que não estejam na normativa.

Segundo informações divulgadas pela Vigilância Sanitária de Maceió, as ações locais devem priorizar a verificação da presença dos produtos afetados nos estabelecimentos, a orientação ao comércio e o acompanhamento da segregação dos itens. Apreensões não estão previstas neste momento, já que a Ypê apresentou recurso administrativo à Anvisa, o que suspendeu automaticamente parte dos efeitos da medida.

Na reunião extraordinária pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, os diretores mantiveram as proibições e suspenderam apenas o recolhimento. Em breve, a Anvisa vai organizar uma nova inspeção para avaliar o avanço das correções na fábrica da empresa. Medidas definitivas, como o recolhimento dos produtos ou eventual flexibilização das restrições, dependem de novas deliberações da agência reguladora.

Quem tiver dúvidas sobre qual lote está no produto comprado deve verificar a numeração impressa na embalagem: se o número terminar em 1 e o item constar na lista da RE nº 1.834/2026, a recomendação é parar de usar imediatamente e buscar orientação nos canais da Ypê ou da Vigilância Sanitária local.

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