Santo Antônio de Jesus (SAJ), no Recôncavo Baiano, realizou no último sábado (4) mais uma edição do seu mutirão de glaucoma, voltado para pacientes já diagnosticados com a doença e acompanhados pela rede municipal de saúde. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em parceria com o Instituto de Olhos Adi Nascimento.
Durante a ação, os participantes receberam atendimento oftalmológico especializado, passaram por avaliações clínicas e, quando necessário, foram encaminhados para procedimentos cirúrgicos. Além disso, os pacientes receberam colírios gratuitamente para dar continuidade ao tratamento em casa — etapa fundamental no controle da doença.
O glaucoma é considerado a maior causa de cegueira irreversível do mundo. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a prevalência no Brasil chega a 3,4% para a população acima de 40 anos de idade. O dado preocupa especialmente porque, 80% dos casos de glaucoma não apresentam sintomas no início da doença, o que torna o acompanhamento contínuo essencial para evitar a perda da visão.
A Bahia figura entre os estados com maior número de pacientes acompanhados pelo SUS. No ranking nacional, o estado aparece em segundo lugar, com uma média de 58,1 mil pacientes beneficiados por ano com acesso gratuito a tratamentos medicamentosos.
O tratamento, quando iniciado cedo, pode conter a progressão da doença. Ele se baseia na redução da pressão intraocular, usando colírios, laser e até cirurgia, dependendo do caso, para diminuir a produção de humor aquoso ou melhorar a sua drenagem. Dependendo do quadro, intervenções clínicas ou cirúrgicas podem suspender a progressão da doença, mas não são capazes de recuperar a parcela da visão já comprometida.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de SAJ, o mutirão busca ampliar o acesso aos serviços especializados de saúde ocular e garantir mais qualidade de vida à população do município. A ação faz parte de uma série de iniciativas da SMS voltadas à prevenção e ao cuidado de doenças crônicas na cidade.
Para quem ainda não tem diagnóstico, mas tem histórico familiar da doença, diabetes, hipertensão ou está acima dos 40 anos, a prevenção passa pelo diagnóstico precoce, já que a doença é progressiva e silenciosa — e sem um exame completo passa despercebida. Por isso, a recomendação é realizar consultas regulares com oftalmologista para avaliar a pressão intraocular e o nervo óptico.







