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Saúde

Anvisa barra importação de produtos médicos que descumprem normas sanitárias brasileiras

Decisão publicada em 30 de julho atinge soluções para osteoartrite, conservantes de tecidos humanos e gases usados em cirurgias de olho — produtos ficam fora do mercado até regularização.

Redação ChicoSabeTudo
01 de agosto, 2026 · 10:56 2 min de leitura
Produtos médicos em embalagens sobre mesa hospitalar
Produtos médicos em embalagens sobre mesa hospitalar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão de uma série de produtos médicos importados que não atendem às exigências sanitárias vigentes no Brasil. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (30) e abrange itens usados em tratamentos ortopédicos, conservação de tecidos humanos e procedimentos cirúrgicos oftalmológicos.

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Entre os produtos atingidos estão as soluções Suprahyal One e Suprahyal Duo, da empresa Adium, com lotes fabricados a partir de 11 de maio de 2026. Segundo informações divulgadas pela fonte Voz da Bahia, os dois itens são indicados para o tratamento de osteoartrite de joelho e ombro — condição que afeta milhões de brasileiros e exige injeções diretas na articulação.

Também foi suspenso o Cryo.On, da Biohealth Comércio e Importação de Equipamentos e Produtos Médicos. De acordo com a Anvisa, a medida abrange todos os lotes do dispositivo, utilizado na conservação de tecidos humanos. A agência determinou o recolhimento e a proibição de comercialização, distribuição, importação e uso do produto.

A lista ainda inclui itens da empresa Grossmed Comercial de Produtos Médicos, como câmaras para córnea, kits para gases e gases aplicados em tamponamento intraocular — procedimento comum em cirurgias de retina. Esses produtos ficam igualmente proibidos de circular no mercado enquanto não forem adequados às normas brasileiras.

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A suspensão tem caráter preventivo e busca proteger pacientes de riscos decorrentes do uso de dispositivos que não passaram por todas as etapas obrigatórias de avaliação sanitária. Fabricantes, distribuidores, estabelecimentos de saúde e demais envolvidos devem interromper imediatamente a comercialização e o uso dos itens atingidos pela resolução.

A Anvisa orienta profissionais da saúde e consumidores a verificarem a origem dos dispositivos médicos antes da utilização e a comunicarem qualquer suspeita de irregularidade por meio dos canais oficiais de vigilância sanitária.

A decisão se insere em um contexto de fiscalização crescente por parte do órgão regulador. Medidas como essa fazem parte das ações permanentes de fiscalização do mercado, voltadas à prevenção de incidentes e à garantia da qualidade dos produtos destinados à assistência médica. Segundo a Anvisa, a suspensão permanece em vigor enquanto os produtos não estiverem em conformidade com a legislação sanitária do país.

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As empresas responsáveis pelos produtos suspensos podem apresentar esclarecimentos e adotar as providências necessárias para regularização junto ao órgão. Não há prazo definido para o retorno dos itens ao mercado — isso depende exclusivamente do cumprimento das normas exigidas pela agência.

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