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Saúde

Anvisa aperta o cerco contra canetas emagrecedoras produzidas em farmácias de manipulação

Agência reguladora vai revisar normas após identificar importação massiva de insumos e uso irregular de medicamentos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Saúde
06 de abril, 2026 · 19:59 1 min de leitura

A Anvisa decidiu endurecer as regras para a fabricação e venda das famosas 'canetas emagrecedoras' manipuladas. A medida foi anunciada após o órgão identificar um aumento explosivo na importação de insumos farmacêuticos, como a tirzepatida, que servem de base para esses medicamentos.

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O foco da fiscalização são as farmácias de manipulação. A agência descobriu que muitos estabelecimentos estão produzindo essas substâncias em larga escala e vendendo como produto próprio, o que foge das normas permitidas para o setor magistral.

Para se ter uma ideia do volume, em um período de apenas seis meses, foram importados mais de 100 kg de insumos para tirzepatida no Brasil. Essa quantidade é suficiente para fabricar cerca de 20 milhões de doses de 5 mg, um número que acendeu o alerta das autoridades sanitárias.

Outro ponto que preocupa a Anvisa é o uso indevido desses remédios. Um estudo recente apontou que 26% dos relatos de problemas de saúde causados por essas canetas estão ligados ao uso 'off-label', ou seja, quando o paciente usa o remédio para finalidades diferentes das que constam na bula.

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A agência reforçou o alerta para que a população não utilize esses medicamentos sem a devida prescrição e acompanhamento médico. O uso sem orientação profissional pode trazer riscos graves à saúde de quem busca o emagrecimento rápido.

Embora tenha confirmado a revisão das normas de manipulação, a Anvisa ainda não detalhou quais serão as mudanças exatas no regulamento. O objetivo principal, no entanto, é garantir que as farmácias sigam rigorosamente os parâmetros legais e de segurança.

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